A regionalização dos partos trouxe para o Hospital Divina Providência (HDP) um incremento nos atendimentos sem o devido retorno financeiro, de acordo com a direção da casa de saúde. Como consequência, a classe médica buscou junto a direção da casa de saúde um incremento no valor recebido, devido ao aumento da demanda de serviço que de acordo com os médicos teve acréscimo de 40%. Sem retorno da casa de saúde, que alega estar sem receber do Estado desde agosto, os médicos estavam na iminência de interromper o serviço, nesta sexta-feira, 7.

Diante de tal situação apresentada pela direção do Hospital ao Ministério Público o promotor João Pedro Togni chamou nesta quinta-feira, 6, uma reunião coletiva, com os representantes dos seis municípios, atendidos pelo Hospital – Frederico Westphalen, Taquaruçu do Sul, Ametista do Sul, Alpestre, Iraí e Palmitinho - dentro da especialidade de ginecologia/obstetrícia, anestesia e pediatria para a realização de partos, a fim de buscar uma solução imediata e garantir a continuidade do serviço.

Os médicos Jorge Alan Souza, diretor clinico e Cristiano Giovenardi, diretor técnico do HDP destacaram que precisam também ter um retorno devido ao aumento de trabalho. “Desde dezembro de 2017 estamos conversando sobre o assunto com a direção do hospital”, comentou Souza. “A paralisação está prevista há 30 dias, foi encaminhado um oficio para a direção do HDP. Porque mesmo com capacidade física o hospital precisa de pessoas para absorver essa demanda e só conseguirá incrementar seu quadro técnico se tiver recurso”, completou Giovenardi.

A direção do hospital destacou que os recursos recebidos pela união e estado são insuficientes, além de estarem atrasados e que a casa de saúde só não fechou as portas porque o município de Frederico Westphalen mantem o repasse mensal que banca os sobreavisos.

O que ficou definido

Frederico Westphalen, Ametista do Sul e Taquaruçu do Sul já possuem contratos com o hospital e repassam valores mensalmente, portanto não se enquadram na determinação.

Para os municípios de Iraí, Palmitinho e Alpestre ficou estabelecido que efetuarão repasses ao HDP pelo período de 90 dias tendo como cálculo base o valor de R$ 0,56 por habitante em cada uma das três áreas de especialidade, ou o valor individual de cada parto, opção que restar mais vantajosa ao ente público. A decisão deverá ser informada até a próxima quarta-feira, 12, após a apresentação pelo HDP da tabela de custos dos procedimentos.

Diante disso, o hospital tem até segunda-feira, 10, para encaminhar aos municípios uma planilha discriminando valores dos partos natural e cesariana.

Aos médicos foi solicitado um prazo de uma semana, ou seja, até a próxima sexta-feira 14, para efetivarem a paralisação do serviço, caso não haja avanços nas negociações, proposta já aceita pela classe.

*Mais informações na edição impressa desta sexta-feira, 7 de dezembro. Ligue e assine, (55) 3744-7080!