Balé ou Ballet é o nome dado a um estilo de dança que se originou nas cortes da Itália renascentista durante o século XV e ficou conhecida como uma forma de dança de concerto. O primeiro balé registrado ocorreu em 1489, em comemoração ao casamento do Duque de Milão com Isabel de Árgon. Anos depois, em 1581, comemorava-se o mais belo e famoso espetáculo oferecidos nas cortes italianas, intitulado “Ballet Cômico da Rainha”

Com mais de 500 anos de história, o balé foi se reinventando, transformando e evoluindo a cada passo, gesto e expressão. 

A psicóloga clínica e social, pesquisadora de Dançaterapia, fundadora e professora do Corpu’s María, Giovana Alessi Toso, respira arte e promove saúde por meio do dispositivo da dança. 

– A minha história com a dança iniciou no gramado da casa dos meus avós, quando brincava de girar com uma saia vermelha. Iniciei as aulas aos 11 anos e, a partir deste momento, a dança permaneceu em minha vida de uma forma crescente. Foram cursos, aprimoramentos e vivências que me constituíram como parte desta arte.

Porém, teve algo que foi o ingrediente principal nesta construção: a psicologia! Ela me diferencia e faz a dança ter mais sentido. A psicologia me permite compreender este universo e proporcionar saúde e arte para quem as busca –, contou Giovana.

É sobre evolução emocional e física onde, há mais de 20 anos, Giovana mergulha nos desafios e nos prazeres que a dança oferece e a instiga. “A força e as elaborações que a dança me proporcionam, somando com as histórias e evoluções que acompanhei de crianças, adolescentes e mulheres, são as premiações mais valiosas no mural da minha vida”, compartilhou. Para Giovana, a arte e a dança estão interligadas e mantêm como um de seus objetivos de vida, trabalhar com e para as pessoas. 

– A dança para mim significa superação. Enfrento dificuldades e desafios todos os dias, semanas, meses e anos! A dança desafia meu corpo, minha mente, minhas emoções e meu lado profissional. Preciso estar em movimento, pois a dança é o que move a minha vida. Me move para perto das pessoas, em compreender as vivências, angústias e ansiedades que permeiam a nossa atualidade. A dança é a minha linguagem para acessar crianças e adolescentes de forma terapêutica, respeitando o tempo e o corpo humano –, contou.

Corpu’s María

Ainda na fase de universitária, Giovana deu voz e espaço a um novo projeto de vida, o Corpu’s María, fundamentada a partir da dançaterapia, uma referência na teoria argentina. Há oito anos, o grupo constrói a sua caminhada no mundo da dança e, a cada ano, uma temática ganha forma, a fim de proporcionar vivências e experiências de fatores emocionais que o tema desperta.

– Nosso propósito é fortalecer emocionalmente, meninas, adolescentes e mulheres, a fim de fornecer um espaço de potência de vida, momentos de expressão, incentivo, conhecimento e reconhecimento pessoal e grupal, aprimorando o desenvolvimento pessoal e respeitando o limite e tempo de cada integrante. Para isso, são realizadas aulas semanais, que compõem, escuta grupal, debates e reflexões, alongamento, dança livre e dança coreografada –, frisou. 

O Dia da Bailarina ou o Dia do Bailarino é comemorado anualmente em 1º de setembro no Brasil e, por meio desta história, parabenizamos a todos que acreditaram e continuam acreditando na força da dança e na representatividade do balé na história da arte. Giovana, além de ser uma figura feminina importante, transpira arte, leveza, suavidade e compaixão, por tudo o que ensina, aprende e compreende, por meio da saúde e do movimento da dança. 

– A dança sou eu, não tem como separar, é algo que me constitui como sujeito no mundo e isso tudo que contei aqui é minha vida, a importância que tem é incalculável. Podemos dançar qualquer ritmo, é assim que flui em nosso grupo, aprendemos o estilo que o tema anual se refere, por exemplo:  dança contemporânea para o espetáculo Valiosa da Pocahontas, dança do ventre para o espetáculo Desejo de Aladdin e assim por diante, a cada novo ano. A minha especialidade é sentir o ritmo, independente de qual seja, afinal, somos livres! Bem, é por tudo que contei para vocês até o momento que me considero uma bailarina diferente. Mas para argumentar de uma forma mais ampla, justifico que, me baseio nas técnicas para criar e expressar, mas elas não são minha verdade absoluta. Minha verdade são as vidas que procuram o meu grupo, respeito o corpo e a forma de expressão de cada aluna e não a padronização. Qualquer corpo é corpo de bailarina, todo movimento dançante é dança –, compartilhou. 

A psicólogo e bailarina, diga-se de passagem, diferente, vive as experiências e as fases da vida, intensamente. “Porque cada um tem seu tempo, afinal foi o tempo que me montou bailarina, sem desmontar a psicóloga”, finalizou.