O governo do Estado manteve a região na bandeira vermelha, na 14ª rodada do distanciamento controlado. Ou seja, Frederico Westphalen sai do risco médio (bandeira laranja) e retorna para o risco alto (bandeira vermelha). O anúncio foi realizado pelo governador Eduardo Leite, no final da tarde desta segunda, 10.

Fonte - Governo do RS

 

Com isso nove das 21 regiões ficam em bandeira vermelha no Estado. Além da região de Palmeira das Missões, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Capão da Canoa, Taquara, Canoas, Erechim, Passo Fundo e Pelotas. As regionais representam 239 municípios, dos quais, 115, por não terem registrados óbitos e aumento no número de hospitalizações, ficam com os protocolos de bandeira laranja.

O Estado aceitou o recurso de Iraí, que havia sido enquadrada em bandeira vermelha, por um erro de contagem, e então se mantém com o protocolo de bandeira laranja. Foram concedidos recursos para Bagé, Uruguaiana e Guaíba, que retornaram para a bandeira laranja.

No total, o Estado tem 84.034 casos confirmados de coronavírus, com Covid-19 registrada em 472 municípios gaúchos. Apenas 25 cidades ainda não registraram casos da doença. Quanto às mortes, são 2.417 até esta segunda, 10.  O número coloca o Rio Grande do Sul dentre as menores taxas de letalidade entre os estados brasileiros.  São 77,6% dos leitos de UTI ocupados com casos confirmados ou suspeitos nas 21 regiões do RS. O índice de curados no Estado chega a 89% dos casos.

Cogestão

O governador Eduardo Leite reforçou que o modelo de cogestão com os municípios em relação ao modelo de distanciamento controlado visa permitir que as regiões possam se organizar de acordo com suas especificidades, elaborando protocolos próprios.

Entretanto, para isso, precisam seguir algumas regras como, por exemplo, dois terços dos prefeitos da região precisam convencionar o protocolo específico, obedecendo os níveis de risco já estabelecidos pelas bandeiras amarela, laranja, vermelha ou preta, sem criar sistemas intermediários.

Além disso, o protocolo criado precisará ser avalizado por comitê de especialistas definido pela região, e o governo do Estado deverá ser comunicado sobre o plano adotado. O modelo não poderá ser menos restritivo do que a bandeira anterior. Por exemplo, se a região foi classificada com bandeira vermelha, não poderá adotar critérios da bandeira amarela.