Importante referência para os católicos de Frederico Westphalen, Bárbara Maix – beatificada em novembro de 2010 –, fundadora da Congregação do Imaculado Coração de Maria, da qual faz parte o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, agora é foco de um processo de canonização. O procedimento, aberto pela Diocese de Caxias do Sul, visa investigar a concessão de um segundo milagre pela beata.

Beatificada há nove anos, com cerimônia no Gigantinho, em Porto Alegre, a madre é a primeira mulher beatificada no Rio Grande do Sul. A ela, na época, foi atribuída a cura de uma criança de quatro anos, o menino Onorino, vítima de queimaduras de terceiro grau, ocasionadas por água quente.

Segundo a postuladora da causa de canonização, irmã Gentila Richetti, o provável milagre aconteceu no ano passado, quando ocorreu a cura de uma mulher de 62 anos, também vítima de queimaduras de segundo e terceiro graus, enquanto trabalhava na produção de sabão. Para surpresa dos médicos, 13 dias após sua internação, após familiares pedirem intersecção de madre Bárbara, ela teria sido curada.

Processo de canonização

Em outubro, sobre a presidência do bispo Dom José Gislon foi constituído um tribunal eclesiástico – formado por juiz, promotor, notário e um médico perito –, que acompanhará os depoimentos das testemunhas como a mulher curada, seu médico, familiares, enfermeira, fisioterapeuta, pároco e pessoas da comunidade.

Sobre Bárbara Maix

Ela nasceu em Viena, na Áustria, onde foi perseguida pela sua opção de vida religiosa, e mudou-se para o Brasil em 1848. Em 1849, no Rio de Janeiro, fundou a Congregação do Imaculado Coração de Maria, dedicada à promoção da vida, especialmente, dos pobres. Viveu no Brasil por 25 anos, dos quais, 14 foram em Porto Alegre.  Morreu em 1873, no Rio de Janeiro.