Você deve estar se perguntando: somente futebol e futsal carregam o nome de Frederico Westphalen para o Estado e país? A resposta é não, com todas as letras. Além do Muay thai, Taekwondo e o próprio Jiu-jitsu, o boxe frederiquense vem ganhando espaços e conquistas importantes nos últimos anos. Mas antes de abordarmos o presente e o futuro, precisamos voltar 13 anos quando a Academia Império Fight iniciou suas atividades, trabalhando com boxe e Muay thai. 

Ao que se refere ao boxe tailandês, a Império é filiada à Federação Gaúcha de Muay thai e Muay Boran (FGMM) e na Associação Riograndense de Muay thai (ARMT), na Intercontinental Boxing Federation (IBF) e, mais recentemente, na FGB (Federação Gaúcha de Boxe) – entidade esta, que é responsável pela gestão do boxe olímpico em solo gaúcho. A Império que, ao longo desta quase uma década e meia de atividades, auxiliou na formação de diversos atletas de Muay thai e Boxe, sendo fundamental na formação de atletas formando campões nas duas modalidades. 
Durante muito tempo, o pugilismo sempre foi protagonista quando falamos sobre esportes de contato físico. O boxe não significa apenas atacar desferindo golpes. São necessários rapidez , bom preparo físico e raciocínio rápido para tentar “prever” os movimentos de seu oponente. Já no Muay thai ou boxe tailandês, os leigos pensam que a luta sempre é realizada da forma oposta ao boxe, ou seja, só com os pés, além dos punhos. Também é permitida cotoveladas, chutes e joelhadas estão absolutamente dentro das regras. 

Boxe ou Muay thai?
A predileção pela arte marcial tailandesa ganhava muito destaque no cenário estadual e brasileiro, o que possibilitou ao professor da Império Fight, Daniel Matter, a integrar em 2016, a Seleção Brasileira de Muay thai. De acordo com Matter, de 2009 até agora, foram formados diversos atletas de toda a região. Neste mesmo período, Matter chegou a integrar a Seleção Brasileira de Muay thai. “A império existe desde 2009. Trabalhamos com o boxe e com o Muay thai desde o surgimento da academia. De lá para cá, formamos atletas campões nas duas modalidades. Eu comecei competindo no boxe e depois migrei para o Muay thai, época que a arte marcial estava ganhando força na RS. Nessa modalidade cheguei à seleção brasileira em 2016, lutando no mundial de Muay thai, na Tailândia”, disse Daniel Matter, sobre os primeiros anos da Império Fight. 

Com foco no boxe olímpico, mas sem deixar o Muay thai
Neste ano, voltou suas atenções ao boxe e filiou-se na FGB, que tem como objetivo, abrir mais portas dentro do cenário estadual, criando possibilidades de seus atletas participarem de eventos no Estado, no país e no mundo. E por que não sonhar com uma olimpíada um dia? Esse é o desejo do professor da Império Fight, Daniel Matter, de que, um dia, Frederico Westphalen possa ter um representante no boxe olímpico. “Essa filiação se deu para abrirmos mais portas para nossos atletas, podendo disputar eventos de níveis estadual, brasileiros, internacionais e poder sonhar com participação em olimpíadas. Conquistamos resultados importantes em 2018 e em 2020. Tenho atletas com muito potencial a ser desenvolvido e acredito fortemente neles, vamos trabalhar para trazer resultados para nossa região”, disse Matter.


Mais recentemente, a Império Fight participou de um evento de Boxe Olímpico, em Canoas. Esta competição foi organizada pela Federação Gaúcha de Boxe (FGB). Representando a academia frederiquense, Patrick Scheffer, de 23 anos, fez sua estreia profissional diante do colombiano, Jose Omar Toro. Patrick competiu na categoria de 60 quilos e acabou sendo superado por seu oponente, mas apresentando um grande desempenho.

– A império tem um histórico antigo nas competições de boxe com excelentes resultados. Podemos citar os atletas Alex Dutra Colussi e Maicon Denti, os dois conquistaram o título de campeão gaúcho de boxe pela IBF no ano de 2018. Pela mesma federação, eu fiquei na posição de vice-campeão brasileiro de boxe em 2020 e, por isso, decidimos investir mais nesse esporte. O boxe é um esporte que exige muito da parte física e mental do atleta, é uma luta franca que necessita que o boxeador consiga dominar suas emoções, controlar seus medos e seus impulsos instintivos, além de manter o raciocínio rápido e lógico a todo momento”, salientou Matter. 


Mesmo com essa possibilidade, de auxiliar na formação de novos lutadores de boxe, o Muay thai continuará sendo um dos “carros-chefes” da academia. “O boxe está aí como uma possibilidade a mais que a academia oferece. Além disso, temos professores formados que trabalham especificamente com o Muay thai, como o Rodrigo da Silveira, que dá aulas na cidade de Seberi e Taquaruçu do Sul; e também o Rafael Neumman, que dá aulas em Três Passos. Seguimos trabalhando com o Muay thai e competindo na modalidade”, explicou Daniel Matter.


Próximos desafios 
Tanto no boxe quanto no Muay thai, a Império está com cada vez mais experiência nas modalidades, buscando, através de suas participações em eventos, conhecimento e interação com outras academias. O próximo desafio da Império Fight de Frederico Westphalen é no dia 25 de junho, na Copa Oeste Open Boxe, em São Miguel do Oeste (SC), quando os atletas Alex Colussi e Igor Guerra irão representar Frederico Westphalen neste torneio. Já no dia 7 de agosto, a academia frederiquense irá participar da primeira edição do Pejuçara Fight, em Pejuçara, que reunirá diversas modalidades – K1, Muay thai, Boxe e MMA (amador e pró).