A diminuição da cobertura vacinal também se reflete em estados como o Rio Grande do Sul. Conforme o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), desde 2015 se observa uma tendência de queda, que resultou no recrudescimento de doenças transmissíveis consideradas eliminadas, como o sarampo. As coberturas vacinais mantiveram tendência de queda em todas as faixas etárias a partir de 2019. 

O CEVS alerta que, levando em consideração a possibilidade de aumento na mortalidade infantil, visto que crianças não vacinadas são mais suscetíveis a adoecer e morrer, o governo do Estado garante que tem dedicado especial atenção ao publico infanto-juvenil, particularmente aos menores de seis anos, com ações de busca ativa e Campanhas de Multivacinação.

Entre as causas apontadas para o declínio vacinal, o governo do Estado observa que vários fatores podem estar alavancando e mantendo este cenário, como a diminuição da circulação de diversas doenças imunopreveníveis. Como consequência disso, a prevenção passa a ser colocada em segundo plano, "acreditando-se, muitas vezes, ser desnecessária, pois a população não convive mais com um grupo grande de doenças".

O CEVS reforça ainda o aumento da disseminação de notícias falsas nas redes sociais, as fake news, que também tem contribuído para a hesitação em se vacinar. Conforme o CEVS, as fakes news estão sendo apontadas pelo Ministério da Saúde como um dos motivos da queda dos números relacionados à imunização no país. Além disso, aponta a hesitação vacinal, definida como o atraso na execução do esquema vacinal ou a recusa em receber as vacinas recomendadas.

Coberturas vacinais do calendário da criança no Rio Grande do Sul de 2019 a 2021:
Poliomelite - 85,09% (2019); 84,15% (2020); 75,18% (2021)  
Tríplice Viral D1 - 91,23% (2019); 84,08% (2020); 77,37% (2021)  

Fonte: Correio do Povo