Frederico Westphalen vem ganhando muitos medalhistas nas olímpiadas de matemática, física e quimíca e está sendo muito bem representado por Mariana  Bigolin Groff, 13 anos, que é bicampeã da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), com medalha de ouro em 2013 e 2014.

O caderno Insight vem acompanhando a trajetória de Mariana, que conquistou muitas medalhas: é  ouro na Olímpiada Brasileira de Física (OBF), em 2014, sendo a única medalha de ouro do Rio Grande do Sul do 8º ano; é medalha de Ouro na Olímpiada Regional de Matemática (ORM), em Porto Alegre; é medalha de Prata da Olímpiada Brasileira de Quimíca na categoria Júnior (OBQJR), com a melhor nota do país do 8º ano; é medalha de bronze na Olímpiada Brasileira da Matemática (OBM), sendo a única medalhista do Estado da rede estadual de ensino. Mariana foi selecionada para o Programa Especial para Competições Internacionais (Peci), para 2015, além de ser bolsista do Programa de Iniciação Científica  (PIC), participando de aulas com a doutoura em matemática, Patricia Rodrigues Fortes. 

Para a estudante, o resultado é proporcional à dedicação aos estudos. Foram três meses de empenho para a OBMEP, que resultou na medalha de ouro e atualmente ocupa as horas livres das férias para estudar para a OBM, que é uma olímpiada para escolas públicas e privadas do Brasil. Ele disse que vai estudar durante um ano para a olímpiada.

Além de Mariana, outros medalhistas se reuniram para montar um grupo de estudos. "Estudar em grupo é mais produtivo, além de ser mais extrovertido, dá pra aproveitar melhor", explicou Mariana.Os adolescentes estudam em séries diferentes e pretendem manter o grupo de estudos. 

A mãe da Mariana, Nara Martini Bigolin, que ofereceu a sua casa para os encontros, acredita que o apoio da família é essencial. "Os pais devem incentivar seus filhos, acompanhar e valorizar, isso é o ponto principal, eles se sentirem valorizados pela família. É muita pressão e esse mundo é feito para alunos das escolas com estrutura para as olimpíadas, é uma batalha diária para os alunos do interior e da rede pública de ensino", afirmou. Além dela, somente outros três alunos do Colégio Militar de Porto Alegre  conquistaram o ouro no Estado na OBF e na ORM.

Durante o bate papo com o grupo, afirmaram que não deixam a prova sem resolver todas as questões. "Não pode deixar uma questão em branco, pois ela pode não ser tão difícil, e se não tentar, depois você pode se arrepender", contou Gabriel, que é medalhista de Prata.

Para os alunos, ganhar a primeira premiação é um incentivo para buscar uma melhor colocação e também incentivar outros colegas.  Os alunos da Escola Afonso Pena, de Frederico Westphalen, Gabriel Suzbach Santos, 12 anos, estuda no 8º ano e Bernardo Pigatto Binotto, 13 anos, no 8º ano, estudaram juntos durante o período de três semanas antes da prova e conquistaram medalhas de prata. "Se tivéssemos estudado mais, teríamos conquistado uma premiação melhor, mas isso vai nos incentivar a buscar uma melhor colocação", disse Gabriel. 

Para ele, participar das olimpíadas dá a oportunidade de conhecer outros conteúdos, além de tornar as provas da escola mais fáceis e assim, acabar se destacando nas notas. O estudante diz que falta incentivo e apoio dos colegas, pois está representando a turma e afirma que mesmo estudando muito, na hora da prova o nervosismo é grande. Já para Marceli Melchiors, 12 anos do 7º ano da escola Verginio Cerutti- Ciep o apoio dos pais foi fundamental para obter a medalha de bronze na OBMEP.  Outra estudante que tem se destacado em olimpíadas cientificas é Giovana Pertuzzatti Rossatto, 14 anos,  9º ano da Escola Afonso Pena, ela obteve, em 2014, Medalha de Ouro na Olimpíadas de Química com a segunda melhor nota do país  e ouro também na Olimpíada de Astronomia, além de ter obtido medalha de bronze na OBMEP.

Para participar das olímpiadas, os alunos devem ser inscritos pela escola, que é a responsável. Realizar as provas é uma possibilidade de conhecer os melhores da área no país, além de viajar  subsidiados com recursos públicos. Como Mariana, que já fez algumas viagens para receber os prêmios e vai para o Rio de Janeiro em maio de 2015, para a Cerimônia de Premiação da OBMEP, com a presença da presidente Dilma Rousseff.  Mariana também vai para Brasília (DF) neste mês, onde ficará duas semanas para treino das olimpíadas internacionais e também viaja neste mês para São José do Rio Preto, em São Paulo, para participar de uma semana Olímpica.

Para muitos medalhistas a compensação é poder viajar gratuitamente e participar de eventos, que possuem uma programação, com palestras, treinamentos, aulas, jogos, tudo isso para que os alunos de diversos lugares do Brasil interajam e adquiram mais conhecimento. 

 

Mariana Bigolin Groff- Ouro

13 anos

Estuda no 9º ano - Roncalli

 

Jocelito Pessotto Junior- bronze

13 anos

Estuda no 9º ano - Afonso Balestrin, Taquaruçu do Sul

 

Gabriel Sulzbach Santos- Prata

12 anos

8º ano- Afonso Pena

 

Marceli Melchios- Bronze

12 anos

7º ano- Verginio Cerutti- Ciep

 

Bernardo Pigatto Binotto- Prata

13 anos

8º ano- Afonso Pena

Sheila Wiroski