Recentemente enfrentamos no Rio Grande do Sul a maior cheia dos últimos 30 anos. Frente às adversidades, o Governo do Estado adotou uma conduta diferente e singular e não se ateve em orientar os municípios na busca de recursos federais. Tomou frente e decretou emergência coletiva, alcançou recursos do Tesouro do Estado para a salvaguarda da vida e da saúde das pessoas, apurou as necessidades de cada local, orientou sobre a construção do plano de resposta exigido pelo Ministério da Integração Nacional, respeitou o decreto que regulamenta o que é socorro, assistência, restabelecimento e reconstrução. Tudo isto fez com que os recursos de R$ 14 milhões, que já estão disponíveis para os municípios, fossem liberados em tempo recorde.

Paralelamente foi decretada situação de emergência nas rodovias estaduais afetadas pelas chuvas, o que garantiu R$ 40 milhões para reconstrução de estradas, pontes e pontilhões. Extremamente preocupado com o futuro das regiões historicamente atingidas, o Governo do Estado age agora em mais uma proposta de cooperação com municípios e União que é o planejamento e a busca de recursos para obras de prevenção.

Em dois encontros com prefeitos da Fronteira Oeste, foi dada a partida em um debate que levantou a necessidade de novos projetos habitacionais, obras de contenção, drenagem e macrodrenagem, além da gestão compartilhada da vazão das barragens do rio Uruguai. Estas são obras definitivas, projetos que exigem planejamento e são essenciais para que o desenvolvimento das cidades não sofra bruscas interrupções causadas por fenômenos naturais ou desastres metereológicos.

É importante o envolvimento de todos na construção desta proposta que será levada ao Governo Federal. Comitês de Bacias, universidades, Coredes e sociedade são convidados a participar das próximas reuniões nas regiões das Missões, Central e Norte, onde estão a maioria dos 171 municípios atingidos neste último episódio.

Não há dúvidas de que, com a expansão da urbanização e industrialização, precisamos manter um nível de investimento forte, progressivo e que envolva planejamento, planos diretores, conceitos de sustentabilidade e preservação do meio ambiente para que possamos falar de um Estado que tenha mínimo impacto das cheias em relação à sua economia e seu dia a dia. Para isso, é necessário também que os municípios tenham um forte protagonismo. Alguns deles já apresentaram ideias que serão, com certeza, aproveitadas. Estamos mobilizados e crentes de bons resultados para o futuro.