O governo federal anunciou nesta quarta-feira, 15, que irá iniciar novos testes clínicos em pacientes que possam estar infectados com o COVID-19. O anúncio foi realizado no Palácio do Planalto pelo Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, e pelo Secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas, Marcelo Morales.

Conforme Morales, cerca de 500 pessoas participarão destes testes em hospitais do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo.

– O estudo vai ser financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e deverá ser aprovado pelo CONEP [Conselho Nacional de Saúde]. Esse estudo coloca o paciente que chega com pneumonia e todas aquelas características importantes do COVID-19 (febre, tosse seca e a tomografia em vidro tosco), o paciente com essas características e testando positivo começa a tomar o medicamento durante cinco dias. Será monitorado durante 14 dias, com todos os exames necessários – frisou Morales.

Pontes frisou que os números relativos a este estudo são muito positivos, sendo que, nos últimos ensaios, cerca de 95% da carga viral em células infectadas foi reduzida. Entretanto, o nome do medicamento não foi revelado durante a coletiva de imprensa, pois, segundo o ministro, poderá gerar uma “correria”.

– Faço questão de não dizer o nome do medicamento para não ter uma correria enquanto ele ainda não está testado e sem a certeza de que ele vai funcionar para isso. Vamos aguardar para divulgar o nome do medicamento, assim que tivermos os resultados adequados do nosso teste. Existe a possibilidade de isso não funcionar? Existe. Ciência é sempre assim, mas há uma grande probabilidade de que funcione – ressaltou.

Caso os resultados permaneçam positivos, há uma previsão de que a medicação passe a ser liberada para prescrição a partir da metade do mês de maio. Essa expectativa poderá ser alterada, já que, segundo o ministro, os testes poderão demorar até quatro semanas.