Cerca de 150 pessoas participaram nesta quarta-feira, 7, do Seminário de Avaliação e Divulgação de Prática de Projeto Profissional e de Vida, do curso superior de Tecnologia em Agropecuária – Programa Nacional de Reforma Agrária (Pronera) e URI-FW, realizado na Câmara de Vereadores de Caiçara. O encontro reuniu estudantes, agricultores e lideranças ligadas ao setor, contando com a presença da subsecretária de reordenamento agrário, Raquel Porto Santori.

Na pauta, além da apresentação dos projetos profissional e de vida dos alunos Cátia Letícia Popik e Ademir José da Silva, também esteve o crédito fundiário. Conforme explica o professor e coordenador do curso, Gelson Pelegrini, a URI-FW é pioneira em manter turmas específicas para esse público, por meio da metodologia da pedagogia da alternância. “A região do Médio Alto Uruguai é uma das regiões do país que tem mais beneficiários do programa, são cerca de três mil, que acessaram a terra através desta política”, destacou. Com uma turma já formada, outra com a formatura marcada para fevereiro de 2019, a instituição se prepara para receber um terceiro grupo a partir do próximo ano.

O protagonismo da universidade foi citado também pela representante do governo federal. “Temos a perspectiva de ampliar o convênio para mais duas turmas, tendo em vista a importância que esse processo de formação tem para o público do crédito fundiário. É importante ressaltar que, no Brasil todo, a URI-FW tem se destacado porque é a única experiência que temos para este público, em 20 anos de programa”, frisou.

Segundo Raquel, a sucessão rural está ligada diretamente ao acesso à terra. “Nesta região existe uma característica da aquisição de terras para a ampliação da propriedade. Na propriedade, dependendo do protagonismo do jovem, ele pode criar condições de atividades produtivas que gerem renda e melhores condições de vida, o que estimulamos no programa. Tivemos um teto ampliado de R$ 80 mil para R$ 140 mil porque temos um grave problema no país quanto à sucessão no campo, e os jovens precisam de incentivo. Entendemos que é possível promover essa troca de experiência para levar novos saberes a partir da realidade regional, porque a URI tem sido um diferencial para o programa nacional de crédito fundiário”, finalizou.