As cuias fabricadas no interior de Frederico Westphalen vêm se tornando uma importante fonte de renda para as famílias de pequenos produtores. Segundo dados fornecidos pelos próprios artesãos, de março a setembro deste ano, os 25 produtores da linha Brondani tiveram um lucro bruto de R$1 milhão com a venda de cuias.

Eles fazem parte do projetodo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas(Sebrae) – Produção Associado ao Turismo Artesanato Gaúcho.Cada produtor desenvolve um trabalho diferenciado com os porongos,que variam desde cuias revestidas em couro a desenhos feitos à mão.

O artesão Jair Filinkovski, trabalha há25 anos com a produção de cuias echega a fabricar 45 unidades personalizadas por dia.O trabalho é realizado em grupo de vizinhos e familiares que se reúnem para fazer os desenhos que estampam as cuias.

Apesar das iniciativas e a venda dos porongos estar aumentando, o lucro deste trabalho ainda é pequeno, segundo os produtores. Além do preço, outra dificuldade enfrentada pelos artesãos é com o transporte dos produtos, que é todo custeado por eles, o que encarece ainda mais a produção.

Filinkovski conta que a renda da família segue em torno de dois salários mínimos por mês. O artesão destacou que o dinheiro gira bastante esão muitas pessoas envolvidas no processo – desde o cultivo do porongo até a cuia pronta e desenhada – então, no final, a parte que fica para cada produtor e artesão é muito pequena.

–Os incentivos ainda estão fracos, muitas vezes vamos atrás de uma ajuda e não conseguimos. Precisávamos de mais estímulo, porque a parte financeira ainda está em falta –, destacouFilinkovski.

O valor das cuias comercializadas varia de R$ 10 a R$ 25, dependendo do tamanho e da qualidade do material. Também são feitas cuias sob encomenda, com desenhos personalizados e escolhidos pelos clientes. Os produtossão vendidos para tendeiros, comerciantes de municípios da região e para cidades mais distantes, como Ijuí, Santo Ângelo e Porto Alegre.