Seja no jardim ou no quintal, a residência da família Copetti, no bairro Itapagé, em Frederico Westphalen é tomada por variadas cores, plantas, flores, frutas, enfim, maravilhas da natureza que tornam o lugar um verdadeiro lar de cidade, mas com cara do interior. Mais que isso, como a própria Marileia Bressan Copetti descreve, um “espaço de contemplação”, que todos precisamos!

Marileia é professora de artes e teatro e também é acadêmica de Relações Públicas da UFSM-FW. Casada com um corretor de seguros e mãe de duas meninas, uma de 16 e outra de 12 anos, ela conta que a família toda gosta e se dedica a cuidar da natureza. “Ambos viemos de famílias que valorizam a terra, os sabores do campo, as frutas nativas. Então, naturalmente, fomos criando uma espécie de cenário de lembranças. O que tinha na casa da vovó, o que se plantava da casa dos tios e isso foi transformando a nossa casa num lugar diferente. A gente vibra a cada planta nova, a cada troca que faz”, conta.

Diversificação

No quintal, a família cultiva algumas frutas nativas como amoras diferentes, araçás, pitangas, uvaias, ameixas, além de alecrim do mato, flores de muitas espécies, desde os beijinhos até as samambaias das matas e as orquídeas mais exóticas. “Não arrancamos nada daqui até sabermos exatamente o que é. Até as cordas de viola, ‘odiadas’ por muitos, aqui ornamentam o jardim”, acrescenta a professora.

Além disso, para consumo próprio, a família também conta com maracujá, acerola, amora, caqui, uvaia, limão, framboesa, brócolis, couve-flor, radiche, tomatinhos e até physalis, a fruta do momento. “Fui surpreendida com mais ou menos 10 pés de trigo que devem ter vindo com o vento. Temos o jardim de frente da casa e o quintal nos fundos e usamos o e espaço que é possível. São muitos chás e temperos. Todos da casa, de uma forma ou outra, se envolvem. É bacana estabelecer esta conexão e você precisa saber de onde vêm as coisas, precisa sentir os cheiros e os sabores”.

Criatividade

Para Marileia, engana-se quem pensa ser necessário um grande espaço para adotar este cuidado como filosofia de vida. “Às vezes, as pessoas pensam que é necessário ter grandes espaços disponíveis. Desde que vivíamos em um apartamento, bem pequeno, o verde sempre esteve lá! Precisamos deste tempo de contemplação, de olhar para o desenvolvimento da vida. A gente aprende todos os dias e, só assim, entendemos a necessidade de cuidar. A natureza nos dá lições a  todo o momento. É preciso disposição para  aprender”, finaliza.