O Ministério da Saúde divulgou na semana passada números importantes sobre os casos de dengue no Brasil. No primeiro bimestre de 2014, a queda chegou a 80% em relação ao mesmo período de 2013. No Rio Grande do Sul, o número de casos passou de 148 para 106, sem registros de casos graves ou óbitos.

Embora a queda seja significativa, o Ministério registrou mais de 85 mil notificações da doença entre janeiro e fevereiro deste ano, demonstrando que o combate à dengue ainda precisa ser pauta de campanhas nacionais. Já o número de mortes em decorrência da infecção diminuiu 95% no período em questão.

Também foi divulgado o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) – Mapa da Dengue, realizado em 1.459 municípios brasileiros, que apontou que 321 cidades estão em situação de risco, enquanto 413 estão em situação considerada satisfatória.

Todas as regiões tiveram redução nos índices do primeiro bimestre deste ano e a região Sul passou de 20,3 mil casos para 6,9 mil.

Campanha

Neste ano, o Ministério da Saúde investirá R$ 30 milhões na campanha que leva o slogan “Não dê tempo para a Dengue”. O objetivo é destacar que a prevenção é simples, mas protege toda a população.

Para a prevenção e orientação à comunidade serão utilizados 10,4 mil kits de diagnóstico, 100 toneladas de larvicida e 227 mil litros de adulticida.

Sintomas

Aos primeiros sintomas da dengue é fundamental procurar atendimento médico e não se automedicar. Febre, dor de cabeça, dores nas articulações e no fundo dos olhos são sinais de alerta.

19ª CRS

Na área de abrangência da 19ª Coordenadoria Regional da Saúde (19ª CRS) já foram detectados 190 focos de dengue neste ano. Sendo 90 apenas em Frederico Westphalen. Por isso, os agentes de combate à doença continuam desenvolvendo intensamente suas atividades na região.

Mapa da Dengue

O LIRAa é um instrumento utilizado para orientar as ações de controle da doença no país e possibilita aos gestores de saúde antecipar e intensificar as atividades de prevenção onde for necessário.

Locais em que imóveis pesquisados apresentam larvas de mosquito entre 1% e 3,9% ficam considerados em estado de alerta. O índice satisfatório é abaixo de 1% de larvas do mosquito transmissor.

O levantamento indica, ainda, em quais locais estão as maiores incidências de focos da dengue, como depósitos domiciliares e lixo.

Natalia Nissen