Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente, mais de 450 milhões de pessoas são afetadas por transtornos mentais diversos, a maioria delas nos países em desenvolvimento. Este distúrbio atinge cerca de 20% da população mundial. Isso significa que a cada cinco pessoas, uma apresentará, em algum momento de sua vida, sintomas desta doença. A depressão é um distúrbio afetivo que está associada a sentimentos de tristeza, pessimismo, baixa autoestima. Esse transtorno depressivo pode afetar as pessoas em diferentes idades e caracteriza-se pela perda do prazer em realizar atividades diárias, apatia, alterações cognitivas, alterações psicomotoras, alterações de sono e no apetite, redução no interesse sexual, retraimento social, ideação suicida e prejuízo funcional. A depressão se trata de uma condição duradoura, não é tristeza e necessita de tratamento médico. A doença surge com mais frequência em pessoas de 24 a 44 anos, mas todos estão sujeitos a sofrer com este problema, inclusive as crianças, motivadas muitas vezes pela separação dos pais, problemas na escola, sexualidade e rejeição. A estimativa de desenvolver este distúrbio é de 10% para os homens e 20% para as mulheres.  Causas: Uma série de evidências constataram alterações químicas no cérebro do indivíduo depressivo, principalmente em relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e dopamina) substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. O estresse pode também precipitar a depressão em pessoas que já possuem uma predisposição genética, mas ao contrário do que muitos pensam, os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes são a consequência e não a causa da depressão.  Sintomas de Depressão:  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis • Desinteresse, falta de motivação e apatia • Falta de vontade e indecisão • Sentimentos de medo, insegurança, desespero, desamparo e vazio • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte. • A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e o seu mundo • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento • Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido • Perda ou aumento do apetite e do peso • Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo) • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros Tratamento:  O tratamento para a depressão é essencialmente medicamentoso, existem mais de 30 tipos de antidepressivos disponíveis no mercado e, ao contrário do que muitas pessoas pensam, esses medicamentos não são como drogas, que deixam a pessoa eufórica e provocam o vício. Alguns casos necessitam de tratamento de manutenção ou preventivo, que podem durar alguns anos ou até a vida toda, para evitar novos episódios de depressão. A psicoterapia também contribui para a recuperação, mas sozinha não previne novos episódios nem cura o paciente, a técnica auxilia o indivíduo na reestruturação psicológica e aumenta a compreensão sobre o processo de depressão.