O Dia do Professor no Brasil surgiu a partir de um decreto de D. Pedro I, no ano de 1827, que definiu o Ensino Elementar no país. No entanto, as celebrações referentes a essa data, que é considerada uma das mais importantes da nossa história, iniciaram 120 anos depois do decreto.

Como já dizia Paulo Freire, “a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Desse modo, o mundo mudou e permanece em constante transformação, aprendizado e novos conhecimentos. Ao longo destes anos, 15 de outubro se tornou um símbolo nacional, o Dia do Professor, o qual, nos leva ao desafio do ensino,  do aprender e a enfrentar os paradigmas da sociedade em que vivemos. 

E nesta data, a homenagem do Caderno Insight é para eles, aos profissionais que diariamente formam pessoas, dividem seus conhecimentos e aprimoram, ainda mais, o exercício da ética e da integridade humana.

A arte do ensinar

Susana Lais Brondani, 28 anos, está há 14 anos trilhando o seu caminho com a educação. Em 2007 ingressou no Curso Normal da Escola Nossa Senhora Auxiliadora e, em 2011, iniciou a sua formação acadêmica em Pedagogia na URI-FW, onde segue se aprimorando em novos cursos e pós-graduações. Há 9 anos Susana é professora da rede particular e há 3 anos na rede municipal, com a educação infantil.

- O mundo infantil sempre me cativou muito, desde a Educação Infantil, onde sou professora da turma do Jardim II, na rede municipal, até a fase de alfabetização nos Anos Iniciais, na turma do 2º ano da Escola Nossa Senhora Auxiliadora. Há muita magia em acompanhar as descobertas no processo de ensino-aprendizagem e estabelecer um vínculo de confiança e carinho com as crianças.

A professora compartilha que a sua formação sempre esteve impulsionada por grandes professores, que conheceu ao longo do seu caminho e que, após o primeiro contato, nunca mais se desligou da sala de aula e do ato de educar e formar pessoas. 

- A arte da contação de histórias e do teatro também integram uma parte muito especial de mim. Amo a arte como sensibilidade, como expressão de emoções, sentimentos, a fantasia de viver diversos personagens e ser capaz de transmitir às pessoas a verdade por meio da atuação. O que mais cativa um contador de histórias são os olhinhos curiosos e atentos das crianças. Ser professora é portar um kit de sobrevivência muito vasto, que inclui olhos atentos e carinhosos, coração transbordando de amor, palavras de incentivo, responsabilidade com a missão, ânimo para se reinventar e força para superar as adversidades. A doação de ser professora ultrapassa o termo “profissão”, eu diria que se trata, muito mais, de uma “missão” –, finalizou a professora que leva toda essa arte para a sala de aula, incorporando vida e emoção.

Hey teacher!

Julio Passing, 23 anos, é natural de Santa Rosa e reside em FW desde dezembro de 2019. Seguindo um sonho de criança, sua trajetória inicia em 2012, quando decidiu estudar inglês, para aprender o idioma que sempre foi apaixonado e, em 2013, teve a sua primeira experiência internacional.

- Viajei para Nova Iorque, onde passei um mês para aprimorar o idioma e, assim que eu retornei ao Brasil, recebi o convite da Hey Peppers para fazer o treinamento para professores. Em janeiro de 2014 comecei a trabalhar como monitor e no segundo semestre iniciei a minha trajetória efetiva nas salas de aula como professor na rede de Santa Rosa.  

Em 2015, Julio decidiu se aventurar novamente e mudou-se para a Alemanha, onde vivenciou a experiência de intercambista durante um ano. Nesta viagem, ele destinou grande parte do seu tempo para aprender a falar e se aperfeiçoar em alemão e espanhol. Aos 23 anos, é fluente em inglês, espanhol e alemão e é apaixonado pelo verdadeiro significado de ser professor: o ato de ensinar! “A língua que eu mais me identifico e que eu mais gosto de estar em sala de aula é o inglês, sou um verdadeiro amante do idioma”, afirmou. 

Julio já viajou para muitos lugares e conheceu 21 países até hoje. “Todos eles somaram muito na minha vida, principalmente, para ter uma visão de um mundo sem limites e com novas perspectivas de horizontes. Sempre acreditei que muito mais que ensinar o inglês americano ou britânico, precisamos ensinar o inglês global, pois o aluno tem que estar pronto para comunicar com o mundo e não se limitar a variação do idioma apenas. Já é da minha natureza gostar muito de desafios e a minha vinda para FW foi encarada dessa forma, me mudar para uma cidade diferente e, com isso, abrir uma rede da escola aqui e passar meus conhecimentos para tantas pessoas e muito mais do que isso, quero marcar na memória de cada um deles a qualidade do nosso ensino , é isso que me motiva”, finalizou o professor. 

Para o professor, entrar em sala de aula é como estar em um show. “O show em si precisa de muita organização para acontecer, e não pode parar. Ele necessariamente precisa acontecer da melhor forma, ou seja, eu preciso ensinar da melhor forma. Feliz é o professor que tem um aluno que quer voltar para a aula dele, esse é o meu norte e o meu objetivo, formar seres humanos éticos, íntegros e empáticos”, finalizou o professor Julio, que encara as novidades do seu caminho e da sua trajetória na educação como um novo desafio. “Quero marcar na memória de cada um de meus alunos um aprendizado com qualidade”, disse. Isso que é o que o motiva e impulsiona as histórias de todos os professores, os quais, representam tão bem a educação do nosso país.