O Dia Internacional da Dança é comemorado anualmente no dia 29 de abril, uma data destinada a homenagear uma das manifestações artísticas mais animadas e antigas já existentes: a dança!

– Eu vivo intensamente a energia da dança –, exclama o dançarino para o mundo! Paulo Roberto Zanchin Júnior, 27 anos, natural de Frederico Westphalen que vive desde 2016 em Joinville (SC), uma figura bem conhecida entre as infinitas histórias já contadas por aqui, no nosso Caderno Insight. 

– Diariamente estou aprendendo com as possibilidades deste momento e busco novas ideias no mercado da dança, seja em cursos, festivais, palestras, entrevistas online e espetáculos, diferentes formatos que me inspiram e, de certa maneira, me motivam a estudar e buscar por novos conhecimentos. No entanto, acredito que nada substitui o presencial, o verdadeiro sentir, o movimento com a sala cheia, os teatros, o calor do público, mas enquanto isso não fizer parte da nossa realidade novamente, vamos nos reinventando para voltar ainda mais fortes –, contou Paulo.

Bailarino formado desde 2004 e coreógrafo de dança, Paulo tem instituto forte, para ele, novas experiências o fortalecem ainda mais, seu lado pessoal e profissional. Estuda dança contemporânea e jazz e participa de aulas de balé clássico, como meio de manutenção corporal. Nada o faz parar, ser bailarino, professor e coreógrafo está em sua essência.

– A dança na cidade vem passando por momentos de altos e baixos, tivemos grandes momentos marcantes e com diversos profissionais entre bailarinos, professores e coreógrafos em vários eventos culturais já realizados. Hoje ela está em um momento mais instável com falta de eventos e apoio por meio de algumas entidades, tivemos muitos profissionais que estão em outras cidades, em novos empregos e alguns decidiram aposentar suas sapatilhas. Nos últimos anos acredito que a nossa área expandiu bastante, mas ainda sinto falta de incentivo e um maior apoio do poder público, bem como, um setor cultural mais forte e atuante em nossa cidade, como por exemplo, a criação de um teatro ou de uma casa de cultura, a troca entre grandes e pequenos centros gerando uma rotatividade, isso com certeza, contribuirá no desenvolvimento e maior qualificação de profissionais no mercado de trabalho dança –, frisou. 

Como bailarino e coreógrafo, Zanchin possui inúmeras premiações nacionais e internacionais, entre elas, em diversos festivais da região Sul do Brasil, além de ter participações em festivais como: Grand Prix Passo de Arte Intenacional- SP, Prêmio Desterro- SC, Festival de Dança de Joinville- SC e na Seleção Brasil Valentina Koslova International Ballet Competition – EUA, ambos na Mostra Competitiva, onde conquistou reconhecimento pela classe artística em nível nacional e internacional e destaque pelo seu próprio estilo, como intérprete e criador.

Em meio à pandemia, Paulo se reinventou novamente e, atualmente, faz parte do grupo de jurados em festivais de dança e ministra oficinas, workshops e coreografias para diversos grupos, onde obtém mais de 10 trabalhos coreográficos anuais em circulação por festivais de dança.

– O Dia Mundial da Dança é muito especial para mim, um momento de refletir para onde queremos ir com nossa dança, de lembrar nossa jornada e a importância que a cultura, a arte tem em nossa sociedade, o quanto contribuímos na formação de pessoas, o quanto podemos tocar e animar as pessoas. A cultura é a representatividade de seu povo. Viva a dança, viva a arte –, expressou. 

Em cena 

Em Frederico Westphalen, o Em Cena Grupo de Dança busca por meio da arte e da leveza, levar movimento, cultura e educação por meio da dança e, neste momento atípico, não foi diferente, onde as sócias-proprietárias, Eloísa Sampaio e Thays Londero se reinventam. 

- Em meio às turbulências e incertezas diante do cenário que a pandemia nos trouxe, a dança sempre foi um acalento aos seus praticantes. Por isso, o estúdio procurou manter, tanto no presencial quanto pela telinha, a qualidade de ensino e a ligação entre alunos de forma cuidadosa, com muito zelo e ainda mais forte com as famílias. Sempre nos preocupamos no cuidado com o próximo, compartilhando empatia, solidariedade, alegrias, vivências, experiências, mas acima de tudo, sonhos. Esse novo formato de convívio em sociedade que estamos vivendo, fortalece ainda mais os valores que sempre buscamos compartilhar com eles, como o amor ao próximo, o respeito, tomadas de decisões, entre outros tantos valores –, destacou Thays. 

Para as sócias, a dança é conexão e relacionamento, é arte, respiro e movimento. O distanciamento social trouxe um aprendizado, valorizar o olho no olho e o contato direto entre professores e alunos como momentos únicos. “Modificamos toda a metodologia de aula para atender no formato on-line, adequamos nosso espaço para cumprir com todas os protocolos de cuidado, remodelamos os eventos que antes aconteciam presencialmente para acontecer de forma remota. Realizamos a 1ª Mateada On-line do Em Cena, 1º Festival Em Cena - Edição On-line, espetáculo de final de ano “Onde Mora a Magia?” em formato de videodança e gravamos a remontagem do espetáculo “Fronteiras”, do elenco experimental do estúdio. A dança para mim é conexão e relacionamento. Nos movemos para encontrar uma forma melhor de estar no mundo e compartilhar esses movimentos com outras pessoas. Quando a dança vira arte, temos uma forma de respiro nesses tempos desafiadores”, finalizou Eloísa.