A Divisão de Acesso ainda segue dando o que falar nos bastidores. A competição está suspensa desde março e não há uma unanimidade entre os clubes para que o campeonato seja, ou não, realizado ainda nesta temporada. Uma nova reunião foi realizada nesta semana entre os dirigentes e, novamente, não houve um acordo definido.

O presidente do Igrejinha, Ademir Stein, conversou com a equipe de reportagem do Jornal Folha do Noroeste e reafirmou que não quer que a competição seja realizada, devido à inviabilidade sanitária, mas, se for necessário entrar em campo, contará com um elenco forte.

Entre as diversas justificativas apresentadas pelo presidente do Igrejinha, está o cumprimento de alguns protocolos da FGF, como por exemplo, a testagem de atletas. Segundo Stein, seriam necessários R$ 30 mil mensais para cumprir apenas com este item. “Não tenho dinheiro para pagar a luz e vou ter R$ 30 mil para fazer teste de Covid-19”, frisou. Confira os principais trechos da entrevista:

Insano realizar a competição

“A nossa posição aqui é que neste momento, humanamente, não tem condições de retornar. Se tivermos que retornar, nós retornamos. Mas é insano pensar numa competição sem público, bilheteria, com os protocolos que precisam ser atendidos. Acho que a nossa Divisão de Acesso é financeiramente muito pobre e dificilmente um clube vai ter condições de cumprir com o que é exigido para ter futebol. Tudo o que foi bancado no Gauchão, foi bancado pela televisão. Entendo que por uma questão de bom senso, acho que a federação deveria auxiliar os clubes para poder honrar com os atletas e pensar numa competição para 2021”.

Sem acordo

“Os clubes não se entendem. Entendo que se houvesse uma posição igual de todos os clubes, seria mais tranquilo para a federação. Como é público que não existe um entendimento entre todos os clubes, vai ter que se aguardar uma situação mais clara do que se pode fazer”.

E o Igrejinha vem como?

“A posição do Igrejinha é: Jogar, com certeza, mas jogar com condições sanitárias possíveis. Se as condições sanitárias são inexistentes, então, que se aguarde o momento de poder jogar. O Igrejinha tem um posicionamento de que vai entrar em campo em condições de jogar. Não pretendemos jogar a competição de portões fechados, jogar em outro município, ou essas situações que a Federação fez no Gaúchão, não são viáveis ao nosso clube”.

Sem lugar para jogar

“Nosso estádio foi solicitado para o campeonato gaúcho da série A e tivemos que negar, porque a prefeitura, infelizmente, não liberou. Como estamos em bandeira vermelha, a região de Taquara está em bandeira vermelha, no momento não tem a mínima possibilidade de ter uma atividade pública na região. Nesse momento, nem teríamos onde jogar. Me parece muito mais lógico uma preparação para 2021 do que ficar se preocupando com esses 3 ou 4 meses com a competição, que vai ser maluca”.