Divulgada nova normativa referente ao trânsito de equinos entre o Estado do Rio Grande do Sul e aqueles estados em que foi confirmada a ocorrência do Mormo, a Instrução Normativa do dia 2 de maio de 2015.

A especificação deste ano é de que todos os proprietários de equinos deverão, obrigatoriamente e imediatamente, informar ao Serviço Veterinário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul a realização desse trânsito. Após o retorno, a propriedade deverá ser interditada, temporária e preventivamente. Exceto a propriedade em que for constada, por meio de vistoria do serviço veterinário, a possibilidade de haver isolamento do animal transportado e garantia de manutenção isolada.

Todos os animais da propriedade serão submetidos a teste de diagnóstico, sendo repetido o mesmo teste após um intervalo de 45 a 90 dias, após a primeira coleta. Com o resultado negativo, em ambos os testes, é considerado saneado o foco, a propriedade é desinterditada e o trânsito liberado.

Atualmente, as Unidades da federação onde está confirmada a presença de “mormo” são: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

Doença

O “mormo” é causado pela bactéria “Burkholderia Mallei” e atinge os equídeos (cavalos, burros e mulas). De acordo com o Ministério da Agricultura, é uma doença de notificação imediata, incurável, letal, de potencial zoonótico e tem como principal via de infecção a digestiva, podendo ocorrer, também, por meio respiratório e cutâneo. O período de incubação da doença varia de um a 14 dias.

A doença ainda não foi identificada no Estado do Rio Grande do Sul, considerando que as ações de prevenção e controle da doença, previstas na Instrução Normativa nº 24, permitem que todos os animais oriundos de áreas livres possam participar de eventos. Segundo a Secretaria Estadual da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul, os testes para verificação da doença continuarão por todo Estado, com mais rigor, para que não tenha nenhum foco contagioso.

Estados onde há sinal da doença

Alagoas, Amazonas, Ceará, Espiríto Santo, Mato Grosso, Maramnhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rorraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.