Síndrome não tem um diagnóstico específico, e pode levar tempo até ser descoberta  A fibromialgia é uma doença crônica, caracterizada por dores musculares abrangentes, fadiga em múltiplos pontos sensíveis como o pescoço, ombros, costas, quadris e nas extremidades superiores e inferiores. A fibromialgia é considerada uma síndrome, que apresenta um conjunto de sinais, sintomas e problemas médicos que tendem a ocorrer simultaneamente, mas não relacionados a uma causa específica identificável. De 80 a 90% dos casos de fibromialgia diagnosticados são em mulheres, mas homens e crianças também podem desenvolver a doença. Os sintomas geralmente surgem durante a meia idade, mas é possível que apareçam mais cedo. Pessoas que já possuem algumas doenças reumáticas como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico e artrite espinal podem estar mais propensas a ter fibromialgia. Os estudos realizados ainda não conseguiram identificar se a fibromialgia é uma doença hereditária e também ainda não foi descoberta a existência dos genes que predispõem a síndrome.  Estudos indicam que mulheres com um membro da família com fibromialgia estão mais propensas a desenvolver a doença, mas não há nenhuma comprovação se ela surge pela hereditariedade ou por fatores ambientais. A fibromialgia também pode ser resultante de fatores físicos, emocionais, estressantes ou traumáticos. Outro ponto estudado para tentar compreender a síndrome é o sistema nervoso central (o cérebro e o cordão espinal) que processam a dor.  O diagnóstico da doença pode ser demorado, porque existem muitos médicos que ainda não estão familiarizados com ela. Muitos alegam que a dor não é real, já que exames não conseguem diagnosticar a síndrome. Os mais indicados para consultar são os reumatologistas, fisiatras, neurologistas e psiquiatras.  O tratamento requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo médico, fisioterapeuta, psicólogo e demais profissionais. É importante que o paciente se envolva e assuma uma postura pró-ativa com o tratamento. A associação de atividades físicas, psicoterapia e medicação, técnicas de relaxamento, sono tranquilo e higiene contribuem de forma significativa na redução da dor.   Sintomas Perturbação do sono Rigidez matinal Dores de cabeça Síndrome de irritação intestinal Períodos menstruais dolorosos Amortecimento ou formigamento das extremidades Síndrome das pernas inquietas Sensibilidade à temperatura Problemas cognitivos ou de memória   Cerca de 10% dos brasileiros convivem com a fibromialgia