As movimentações políticas na região estão se acirrando e os partidos já revelam quem estará representando as siglas nas eleições de 2014. Nas regiões do Médio Alto Uruguai, Celeiro e Rio da Várzea, 16 pré-candidatos já despontam como potenciais concorrente a uma cadeira na Assembleia Legislativa (AL) gaúcha.

Na edição desta sexta-feira, 15, feriado comemorativo aos 124 anos da Proclamação da República, a comunidade regional já pode pensar em quem votar nas eleições de 2014. É a democracia dando novos passos e, mais que isso, os partidos parecem estar se preocupando em colocar representantes da região para concorrer à AL.

As três regiões de abrangência do jornal Folha já têm pré-candidatos anunciados por coordenadores regionais, municipais e pelos próprios postulantes à cadeira na Assembleia.

Neste final de semana de Expotenpo, em Tenente Portela, as eleições de 2014 entram e campo e ditam as conversas em toda a região.

 

 

Mais uma ponte no alvo

A ponte sobre o rio da Várzea, na divisa de Frederico Westphalen e Ametista do Sul, vinha sendo o principal alvo das críticas e reclamações da comunidade regional. Há uma semana, depois de um vídeo ser postado no Youtube, denunciando problemas na estrutura na ponte sobre o rio Uruguai, a população passou a reclamar dos problemas que existem em uma das maiores estruturas sobre um rio no Norte do Rio Grande do Sul.

E a situação realmente está preocupante. Um ditado popular comprova a preocupação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit): “onde tem fumaça tem fogo”. Desde a semana passada, técnicos e engenheiros do órgão do governo e funcionários da empresa Socel trabalham para reduzir o tráfego e a intensidade do movimento na ponte.

Em matéria nesta edição, a reportagem apurou a real situação da ponte. Um dos funcionários da Socel disse que, devido às condições da estrutura, se uma pessoa for na junção das placas de concreto, bem no meio da ponte, ela será empurrada para trás em virtude da força gerada pelo encontro das placas que estão com a borracha desgastada.

Avaliando esta informação, com tantos choques poderosos, um dia essas placas de concreto poderão não aguentar mais os impactos e cederem. Não precisa ser engenheiro para perceber isso.

Para amenizar este problema, a empresa Socel foi contratada para dar um jeito de reduzir o tráfego de veículos na ponte. Assim, construíram um redutor de velocidade, instalaram placas com limite de velocidade, colocaram cones na pista e uma sinaleira, mantendo a ponte em meia pista.

 

Estas são medidas paliativas e não resolverão o problema. Esperamos que isso adie para sempre uma tragédia que já ocorreu em outros lugares do Estado e do Brasil, talvez não pelo mesmo motivo, mas sim pela falta de investimentos na manutenção e em melhorias em toda a rodovia.