A Federação dos Professores, Trabalhadores Técnicos e Administrativos e Auxiliares Empregados em Estabelecimentos de Ensino (Fetee-Sul) ingressou na Justiça pedindo a suspensão da retomada das aulas presenciais no Estado. Com a mudança da bandeira preta para a vermelha no sistema de distanciamento controlado, efetuada pelo governo gaúcho, todos os níveis de ensino foram liberados a partir da quarta-feira (28) no Rio Grande do Sul. 

O pedido foi feito por meio de uma petição endereçada para a juíza Cristina Marquesan da Silva, da 1ª Vara da Fazenda Pública. A magistrada é titular da ação que resultou na concessão de uma liminar em 28 de fevereiro e suspendeu a volta às escolas.

A entidade sustenta que tanto a decisão de primeira instância quanto o acórdão de um agravo movido pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), julgado na segunda, 26, são claros ao dizer que não há possibilidade de retorno presencial neste momento.

“Da análise do ‘novo’ Decreto publicado, verifica-se tratar de mais uma manobra para tornar sem efeito a decisão judicial que determinou a suspensão das aulas presenciais, durante a bandeira preta, a qual foi reforçada por unanimidade pelo Tribunal de Justiça do RS, inclusive buscando estender os efeitos do Decreto anterior, autorizando o retorno das aulas em todos os níveis de ensino”, diz o texto da Fetee-Sul.

A Associação Mães e Pais pela Democracia e o Cpers ingressaram com petição no mesmo processo para tentar impedir a retomada das aulas presenciais. 

*GZH