Faltando, aproximadamente, 18 meses para o pleito, o Progressistas, do Rio Grande do Sul, confirmou nesta semana, que o senador pelo partido, Luis Carlos Heinze, foi oficializado pré-candidato para a disputa ao Palácio Piratini em 2022. O nome de Heinze já vinha sendo ventilado nos bastidores como a aposta da sigla para a disputa do governo gaúcho. A tendência é de que o senador seja oficializado como candidato até o final de 2021. Durante entrevista exclusiva aos veículos do Complexo Luz e Alegria, Heinze comemora a indicação de seu nome na pré-candidatura, debate sobre a continuidade nos projetos dos dois últimos governos – José Ivo Sartori e Eduardo Leite –, além de sua atuação na CPI da Covid-19.

FOLHA: Como foi ser indicado pelo Progressistas para ser pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul?

Luiz Carlos Heinze: Recebi com muita alegria essa indicação. Isso foi definido com a nossa bancada federal do partido, deputados estaduais, vereadores e a nossa secretária da Agricultura do Estado, Silvana Covatti, no intuito de atender um anseio do Progressistas para voltarmos a governar o Rio Grande do Sul depois de muito tempo. Desde Jair Soares – 1983 a 1987 -, que nosso partido não consegue eleger um governador, mas também ressaltando que estivemos presentes em várias gestões. Esta carta que me foi entregue nesta segunda-feira foi de muito agrado, mostrando a fidelidade que os companheiros Progressistas têm ao indicar o meu nome para concorrer ao governo estadual.

FOLHA: Quando será confirmada sua oficialização como candidato do Progressistas ao pleito do Piratini?

Luiz Carlos Heinze: Acredito que em três meses. Já começamos esta construção com a nossa base progressista, oficializando ao nosso governador Eduardo Leite que o partido, apoiador da atual gestão, irá lançar-se ao pleito. Depois de comunicarmos formalmente o governador e a confirmação do Progressistas, aí começaremos a construir a coligação que nos apoiará nas eleições de 2022.

FOLHA: O próximo passo será ‘costurar’ a coligação, não é mesmo?

Luiz Carlos Heinze: Isso. Estamos construindo nossa coligação com um programa competitivo de governo. Nós sabemos que o governo José Ivo Sartori fez um trabalho importante para enxugar a máquina pública. Da mesma forma, o governo Eduardo Leite fez isso. A tendência que o nosso próximo governo terá um legado positivo, pois dará continuidade a estes dois exemplos de gestão pública. É apoiado neste propósito, que estamos construindo todo nosso plano de governo para dar continuidade a tudo de bom que está sendo feito no Rio Grande do Sul nos últimos dois anos. O meu plano inicial é focar no plano de investimentos de capital externo porque com isso poderemos avançar em outras áreas, como a infraestrutura.

FOLHA: Como está sendo a tua atuação na CPI da Covid-19. Na tua opinião, perde-se muito tempo com fatores externos do que apontar os problemas que a pandemia causou no Brasil?

Luiz Carlos Heinze: O que eu quero é tranquilidade, apesar da grande mídia brasileira contrariar sempre o governo Jair Bolsonaro, o Brasil é o quarto país do mundo que mais vacina sua população. Por exemplo, o Rio Grande do Sul já vacinou quase 5 milhões de habitantes. O governo brasileiro comprou 600 milhões de doses de vacinas contra Covid-19. Até o final do ano, toda a população gaúcha e brasileira estará vacinada. Eu lamento as vidas que foram perdidas, mas precisamos comemorar as vidas que foram salvas seja com a vacina ou com tratamento precoce.