Chegamos a terceira entrevista com os pré-candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul. As conversas iniciaram com a ex-senadora e jornalista, Ana Amélia Lemos (PSD), seguida de Lasier Martins (Podemos) que desistiu da sua pré-candidatura ao Senado na quarta-feira, 3, para concorrer a deputado federal.  Na tarde da segunda-feira, 1º de agosto, foi a vez do vice-presidente da República e pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Hamilton Mourão (Republicanos), conceder entrevista exclusiva aos veículos do Complexo LA. Durante o bate-papo, conduzido pelo jornalista que escreve esta editoria, durante o programa “LA Mais”, Mourão falou sobre projetos para o Rio Grande do Sul caso seja eleito, do legado como vice-presidente de Jair Bolsonaro e seu diferencial em relação aos demais postulantes à única vaga do RS ao Senado neste pleito. Mourão também destacou o carinho que tem por Frederico Westphalen e contou detalhes da visita do prefeito José Alberto Panosso na semana anterior. O general deve deixar o cargo nos próximos dias para se dedicar à campanha. Acompanhe:

FOLHA: Conte-nos um pouco da tua história Mourão?
Mourão:
Nasci em Porto Alegre, em 1953, ou seja, sou do mês de agosto, e completo daqui uns dias, 69 anos. Eu vivi 27 anos no Rio Grande do Sul, e não foi mais tempo por causa da minha profissão. Vida de militar é isso aí. Sou obrigado a me deslocar por diversos locais do país ou fora do país também. No Estado morei em Bagé, Porto Alegre, Ijuí, Cruz Alta. Fui casado 40 anos. Lamentavelmente, a minha primeira esposa faleceu, a mãe dos meus filhos. Eu tenho um casal de filhos, cinco netos e agora estou casado novamente.

FOLHA: Como ingressaste na vida política?
Mourão:
O ingresso foi meio aleatório. Ocorreu no momento em que o presidente Bolsonaro estava buscando alguém para compor a sua chapa em 2018 e, finalmente, ele “bateu” no meu nome e, a partir daí, foi que ingressei realmente para valer. Antes, a minha participação na política era limitafa por causa da minha função militar da ativa.

FOLHA: Fale um pouco mais com surgiu o convite para ser vice de Bolsonaro?
Mourão:
O meu contato com Bolsonaro é de algum tempo. Desde os anos 1980 porque estivemos juntos na Brigada de Infantaria Paraquedista. Depois, o presidente ingressou na vida política e, ao mesmo tempo, fui ascendendo na carreira militar. Até que passamos a trabalhar juntos aqui no governo. No meu trabalho de vice-presidente, sempre procurei me colocar como alguém capaz de ser “o escudo e a espada do presidente”, ou seja, defender quando for necessário e atacar aqueles que o atacam. Como vice de Bolsonaro, procurei trabalhar nesse sentido, de ser presente e ativo, com missões, como foi o Conselho Nacional da Amazônia Legal, de uma forma extremamente operacional. Espero que o próximo vice-presidente seja o Braga Neto, com a vitória do presidente Bolsonaro no seu projeto de reeleição. 

FOLHA: Na semana passada o prefeito de FW ,José Alberto Panosso, esteve reunido contigo. Quais foram os principais assuntos desta reunião?
Mourão:
José Alberto Panosso é um prefeito muito capaz aí da região de vocês. Nós conversamos muito sobre infraestrutura da região da Amzop e sobre a BR-386. Eu, inclusive, passei por aí,e vi que a situação desta estrada, está muito ruim. O ingresso da Ferrovia Norte-Sul no Rio Grande do Sul vai facilitar o escoamento da produção aí da região noroeste. Então, esses são os principais assuntos que nós tratamos aqui na semana passada. Conheci Frederico Westphalen há uns 46 anos. Tive o prazer de retornar a essa cidade e pude notar o quão pujante ela está hoje em dia, em diversos setores. Possuímos Ametista do Sul, com exportação da pedra ametista. Fico muito feliz em ver essas cidades avançarem, nos mais diversos setores. 

FOLHA: Durante sua palestra na abertura da Expofred, você falou sobre a falta de diálogo quando o tema é política. Esse será o teu tom, caso seja eleito?
Mourão:
Os líderes conversam. Eu vejo que uma das grandes responsabilidades de um líder é ser agregador. O líder conversa com lados opostos. Hoje parece que ninguém quer conversar sobre política ou dialogar. Nós vamos chegar à conclusão que mesmo ideias distintas existem. Pontos em comuns que podem e devem ser trabalhados. Então, essa é uma das visões que eu tenho. Discussão de ideias faz parte do processo. 

FOLHA: Qual será o teu diferencial em relação aos demais postulantes ao Senado?
Mourão:
Eu tive a oportunidade de transitar pelas todas as nossas regiões, conversar com as diferentes lideranças. Além disso, foram 46 anos de vida militar. Onde eu avancei de cadete até general de Exército, conhecendo outros lugares, ou seja, são outras experiências que você traz. O Rio Grande do Sul padece dos mesmos problemas da escala nacional. O Estado sempre, durante muito tempo, não teve capacidade de conseguir realizar até as coisas mínimas básicas. Atrasava o pagamento de salário ou parcelava os salários. O Rio Grande do Sul melhorou após as políticas implementadas por José Ivo Sartori. Eu conheço o Rio Grande do Sul e todos os problemas e suas realidades.