O primeiro ano em que a Emater/RS-Ascar apresentou o silo para secagem e armazenagem de grãos na propriedade, na Expodireto Cotrijal, foi em 2005. De lá para cá, o tema garantiu uma parcela técnica fixa, com extensionistas à disposição dos agricultores para orientação. Nesses 14 anos, essa foi uma das parcelas campeãs de audiência da Instituição na Expodireto. Esse ano, o espaço temático tem mais uma novidade para apresentar ao visitante. Além da demonstração da tecnologia do silo secador, mais uma alternativa para aproveitamento da produção é demonstrada. Uma máquina de extração de óleo, que também possibilita a produção de farelo de soja, milho, para utilização na ração.

O modelo de silo para secagem e armazenagem de grãos na propriedade rural tem sido adotado muitos produtores no Estado, garantindo bons resultados. No espaço temático na Expodireto, os extensionistas rurais falam sobre a construção, a viabilidade e as vantagens da tecnologia da tecnologia. “A ideia é que o produtor produza, armazene e transforme o grão em ração, com autonomia e economia, dentro da sua propriedade”, explica o técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar e coordenador da parcela, Idanir Bianchetti. Outras vantagens são a manutenção da qualidade do grão e a autonomia do produtor, que decide quando é melhor vender, buscando melhores preços.

– Uma das vantagens de investir nessa tecnologia na propriedade rural é a diminuição dos custos com frete, uma vez que o produtor não precisa transportar o grão até cooperativas ou cerealistas. Além disso, muitas empresas que recebem esses grãos descontam os resíduos como impurezas e na propriedade esses mesmos resíduos podem ser utilizados para a alimentação animal. Dessa forma, nada se perde –, comentou Bianchetti.

Segundo ele, outro ganho adquirido na utilização dessa tecnologia é a qualidade do grão. A secagem é realizada com ar natural, em temperatura ambiente, e isso vai garantir uma secagem lenta, que não danifica o grão. Se for comercializado, esse produto terá agregação de valor e garantirá melhores preços ao produtor. “Geralmente em dois, três anos o produtor consegue o retorno do investimento, considerando essas diferenças do custo no transporte, na qualidade do produto e com o resíduo”, argumentou o técnico da Emater/RS-Ascar.

Máquina

A novidade apresentada esse ano na parcela é uma máquina extrusora de grãos. O objetivo é mostrar tecnologias acessíveis à propriedade rural, para armazenagem de grãos, que garantem um produto de qualidade, e, além disso, a possibilidade de extração do óleo e do farelo de soja. “Apresentamos aqui uma máquina extratora de óleo de soja, mas o objetivo principal não é o óleo, e sim o farelo, outro subproduto da soja gerado a partir da extração. A ideia é que o produtor tenha na propriedade o silo secador para secagem e armazenagem após a colheita e com essa máquina ele vai produzir o farelo do grão, para poder produzir a ração na própria propriedade, oferecendo aos animais uma alimentação de qualidade”, explicou Bianchetti.

O interesse por essas tecnologias está aumentando e já ultrapassa as fronteiras da Expodireto. “Estamos recebendo visitas de produtores de outros estados, principalmente Santa Catarina e Paraná, interessados nessa tecnologia. Os depoimentos que recebemos é que essa é uma necessidade no campo. E pelas vantagens e pelo retorno que dá ao agricultor vem conquistando cada vez mais novos interessados. Essa é uma alternativa que contribui para manter o agricultor na propriedade”, finalizou.

A visitação à Expodireto Cotrijal encerra nesta sexta-feira , 15, às 18h. Quem não puder comparecer à Feira e se interessar pelas tecnologias que estão auxiliando as famílias rurais no desenvolvimento de suas atividades, pode procurar a equipe da Emater/RS-Ascar do seu município.