O projeto de cercamento eletrônico com a inclusão de câmeras particulares, sejam de empresas ou de residências, em Frederico Westphalen, já conta com mais de 50 equipamentos integrados ao sistema. Conforme o secretário de Indústria, Comércio e Turismo de FW, Alessandro Molossi, que coordena a pasta responsável pelo projeto de cercamento eletrônico com câmeras da iniciativa pública e privada, a aceitação das pessoas e empresários tem sido avaliada como muito positiva.

– O cercamento começou com 20 câmeras no projeto inicial da prefeitura e hoje temos 56 no total, sendo que destas, ao menos 36 são de particulares que foram acopladas ao sistema. Para conseguirmos esse volume significativo realizamos um trabalho em conjunto com as forças de segurança, como Brigada Miliar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Consepro e Associação Empresarial, bem como diversas outras entidades que ajudaram de uma maneira ou de outra – detalha Molossi em entrevista ao Complexo Luz e Alegria de rádios.

De acordo com o secretário frederiquense, cerca de 80% das pessoas e empresas das quais foram realizados pedidos para que suas câmeras com captação externa fossem incluídas no cercamento eletrônico da cidade, aceitaram e permitiram tal inclusão. “As forças de segurança mapearam os principais pontos, aqueles que seriam interessantes para verdadeiramente ir fechando o cerco. A partir disso, nós identificamos se já havia câmeras particulares nesses locais e fomos levar o termo de autorização para onde havia. Felizmente, dá para se dizer que em 80% dos casos as pessoas autorizaram ceder as imagens dos seus sistemas privados de vigilância para compor o cercamento”, relata Alessandro Molossi.

Uso intensivo dos equipamentos

A importância do cercamento eletrônico é atestada pelos próprios órgãos de segurança. Conforme o secretário Molossi, a Polícia Civil e a Brigada Militar tem utilizado constantemente o sistema. “Falava recentemente com o Delegado de Polícia, que comentou da importância do cercamento, do quanto eles têm usado isso na Polícia Civil, que faz um trabalho investigativo. Diferente da Brigada Militar, que faz um trabalho mais ostensivo, mas as duas forças de segurança usam o mesmo sistema na mesma hora. O Tenente-coronel Aguiar (comandante do 37º BPM) também nos falou da importância que tem o cercamento eletrônico para investigar os delitos, junto com a PC. Então, o trabalho das forças de segurança com o auxílio dessa ferramenta de cercamento eletrônico é muito positivo, por isso, esse é um projeto que entrou em funcionamento e que está trazendo o resultado esperado”, finaliza Alessandro Molossi.