O atraso nos repasses feitos pelo Ministério da saúde ao governo do Estado para o pagamento das cirurgias eletivas – aqueles consideradas como não urgentes - estão comprometendo os atendimentos a esses casos no Hospital Divina Providencia (HDP), de Frederico Westphalen. De acordo com o administrador do Hospital, Celso José Dal Cero, desde novembro que o serviço não está sendo pago para a casa de saúde. “Recebemos dezembro, mas se contarmos novembro, que ficou para trás, e os meses deste ano, já vamos fechar seis meses sem receber”, disse. O HDP realiza em média 60 cirurgias eletivas ao mês, número superior ao contratualizado, de acordo com Dal Cero, a partir de agora o HDP fará apenas aquilo que está no contrato e aguarda a liberação do recurso atrasado. “Não temos mais condições de manter esse número de cirurgias, vamos manter somente aquilo que foi acordado e esperamos que a situação se regularize em breve”, finalizou.

O que são consideradas cirurgias eletivas? É aquela em que se consegue escolher a melhor data para se realizar o procedimento cirúrgico. Geralmente ela é realizada após diversos exames, que são feitos para obter as melhores condições de saúde do paciente. Cirurgias de catarata, vesícula, hérnia e varizes. Também as cirurgias nas especialidades de otorrinolaringologia (amígdalas e adenoide), ortopedia (cirurgias de joelho, membros superiores e inferiores e retirada de materiais de síntese), ginecologia e urologia.

Heloise Santi saude@folhadonoroeste.com.br