O leite materno de lactantes vacinadas contra a covid-19 pode ser uma fonte de anticorpos para os bebês. Segundo estudo da revista científica norte-americana JAMA (The Journal of the American Medical Association), publicado ontem, dois anticorpos específicos contra a covid-19 (IgA e o IgG) foram identificados no leite materno produzido por mulheres vacinadas. O estudo foi realizado com 84 mulheres recrutadas em Israel, com idade média de 34 anos.

As participantes receberam duas doses da vacina Pfizer/BioNTech, com intervalo de 21 dias entre as aplicações. Além disso, foram coletadas amostras de leite materno antes da administração da vacina e posteriormente à primeira imunização.

O estudo foi realizado com 84 mulheres recrutadas em Israel, com idade média de 34 anos. As participantes receberam duas doses da vacina Pfizer/BioNTech, com intervalo de 21 dias entre as aplicações. Além disso, foram coletadas amostras de leite materno antes da administração da vacina e posteriormente à primeira imunização. As coletas depois da primeira dose foram iniciadas duas semanas após a aplicação e tiveram duração de 6 semanas. 

Das 504 amostras de leite materno coletadas, 61,8% apresentaram anticorpos IgA na segunda semana após a primeira dose da vacina. Já após a segunda dose, o IgA aumentou para 86,1%. Quanto ao anticorpo IgG: após a primeira dose da vacina, este se manteve baixo por três semanas, mas aumentou após a administração da segunda dose. No segundo mês do estudo, 97% das amostras analisadas contavam com o anticorpo IgG.

"Este estudo encontrou secreção robusta de anticorpos IgA e IgG específicos para SARS-CoV-2 no leite materno por 6 semanas após a vacinação. A secreção de IgA foi evidente logo 2 semanas após a vacinação, seguido por um aumento de IgG após 4 semanas (uma semana após a segunda vacina)", explicam os pesquisadores no artigo do estudo norte-americano.

 

*Com informações UOL