Já foi pauta do caderno Insight! e estamos acompanhando sua trajetória nas olímpiadas de matemática. Em janeiro, Mariana Bigolin Groff, 13 anos, esteve representando a Escola Estadual Cardeal Roncalli e Frederico Westphalen em Brasília, onde passou 10 dias tendo aulas e treinamentos para as Olimpíadas Internacionais de Matemática. Além disso, Mariana recebeu a medalha de bronze da Olímpiada Brasileira de Matemática (OBM). Também passou uma semana em São José do Rio Preto, em São Paulo. 

Conforme Mariana, os dois encontros foram transformadores, tanto a nível técnico como a nível de experiência. “Tivemos aulas com excelentes professores e a experiência de viajar sozinha e trocar ideias com alunos de todo o país com os mesmos interesses é extraordinário”, conta a medalhista. 

Em maio, Mariana viajará para o Rio de Janeiro para a cerimônia de premiação da OBMEP, além de outras premiações no Rio Grande do Sul. 

 

Olímpiada Internacional de Matemática

O objetivo dos dois encontros é começar a preparação para participar da Olímpiada Internacional de Matemática (IMO) que duram em média três anos. O foco da Mariana é participar da IMO, mas afirma que o processo para chegar lá não é simples e nem fácil. 

Na segunda-feira desta semana, Mariana começou o treinamento para as olímpiadas internacionais. Até o final de abril os alunos recebem quatro listas com 20 problemas cada uma e fazem três provas nas unidades sedes. Os oito melhores alunos irão para um treinamento especial, de maio a julho, eles viajam para as Olímpiadas Internacionais. 

O Brasil até hoje conseguiu nove medalhas de ouro na IMO e participa desde 1979. Este processo começa no sexto ano do Ensino Fundamental e vai até o final da graduação. Os medalhistas da IMO tem vaga garantida nas melhores universidades do mundo.

Sheila Wiroski