A semana foi de festa na Academia Monster Gym, de Frederico Westphalen, afinal, o estabelecimento completou quatro anos de atividades no município. Há quem pense que o começo dos trabalhos foi fácil, mas não, assim como o objetivo de se tornar um “monstro”, de fácil não teve nada. Uma das proprietárias da academia, Ane Urbanski, lembrou o início da trajetória.

– Nós morávamos em Alegrete e minha família é daqui de Frederico Westphalen. Teve uma pessoa muito importante para nós, que era o avô do Rafael. Ele que nos incentivou e nos auxiliou financeiramente. Vendemos tudo o que tínhamos para poder abrir a academia. Ficamos a pé e ainda choveu, justamente neste período que não tínhamos carro! –, lembra hoje, aos risos, pela situação.

Todo o design da academia foi elaborado pelos próprios proprietários, com a ideia de “sair do comum”. “A cor, o desenho, tudo fomos nós que fizemos, e pensamos em fugir do tradicional. O nome é totalmente para mostrar outra ideia da academia, justamente para a pessoa encontrar um treinamento diferente, equipamento pesado, um desenvolvimento legal. Hoje, os ‘caras’ não zeram as máquinas, cada vez eu coloco mais peso”, disse o também proprietário Rafael Cerone. 

O casal de proprietários, que é um casal também fora da vida profissional, deu início à empresa com auxílio de familiares, e faxinas. “Tínhamos muita preocupação com o financeiro, mas o começo ninguém vê hoje. Começamos a loja de suplementos com a minha mãe fazendo faxina. Primeiro, iniciamos com a loja de suplementos, e nossos clientes reclamavam muito de falta de auxílio”, disse Ane.

Quatro anos após todos os perrengues, hoje a academia já está consolidada em Frederico Westphalen e com o público fidelizado. Os proprietários consideram os clientes como uma família, a “Família Monster Gym”. “É difícil o aluno que veio para cá e não fazemos amizade. É a família Monster! Ultrapassamos o lado do preparo físico, tem aluno que vem só para conversar, desabafar. Nós temos esse diferencial de trabalhar também o lado humano”, explicou. 

 

Atividades para todos os públicos

Um dos profissionais que atuam na Monster Gym, Isaias da Rocha, também esclareceu que, pessoas que não querem virar “monstros” também possuem um treinamento diferenciado. “É realmente muito variado, ainda mais nesse sentido, para podermos oferecer esses vários tipos de atendimento e também varia muito do que a pessoa está buscando. Se ela quer emagrecer, vamos fazer um treino calórico baseado no emagrecimento, queima calórica, perca de gordura”, salienta.

Além disso, pessoas idosas, adolescentes e pessoas no pós-operatório também são muito bem recebidas para os treinamentos, conforme explica a profissional de educação física, Eliana Freddi. “Sempre atuei em vários ramos da educação física, e retomei as atividades na Monster Gym, desde novembro de 2015. Sempre fui muito bem recebida, gosto muito do meu trabalho e a academia está buscando sempre inovar. Atendo muito a terceira idade, pós-operatório, adolescentes”, explica. 

Atendimento personalizado

Isaias da Rocha ainda ressaltou que treinos pesados não faltam! “No caso da hipertrofia (ganho de massa muscular) trabalhamos muito com aqueles que querem virar ‘monstro’ mesmo. Trabalhamos com treinos intervalados, de acordo com a intensidade e qualidade física do aluno. Se não, partimos do princípio, com um treinamento de resistência muscular, depois de força. É o trabalho com bastante carga, pouca repetição, que trabalha também a alimentação, em conjunto com alguns nutricionistas da cidade”, explicou.

Projeto de ampliação

“Por falta de espaço, temos só a musculação, mas depois que a pandemia passar, temos a intenção de implementar mais. Estamos buscando um local maior para poder oferecer treinos funcionais ou até outras modalidades juntas”, frisou Cerone, ao lembrar que há necessidade de reinvenção também. Mas todas as conquistas foram possíveis graças ao apoio de diversos familiares, que os proprietários fazem questão de nunca esquecer. “Nosso sonho só foi possível graças aos nossos familiares. Tio Zoraito, Tia Jennine, Avó Gladis, e meus pais, Lúcia e Ênio”, afirmou Ane.