O câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens, é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Ainda, de acordo com o Inca, no ano passado, foram diagnosticados no país, 36 casos a cada 100 mil habitantes. Para este ano, o Brasil deverá registrar 65 mil novos casos.

O câncer de próstata se instala numa área qualquer da glândula; à medida que cresce, vai ocupando gradativamente os lobos direito e esquerdo da próstata. Nas fases mais avançadas, invade por continuidade a cápsula que reveste o órgão, para depois chegar aos tecidos ao seu redor, incluindo as vesículas seminais.

Em tumores mais volumosos, o paciente sente dificuldade para urinar, ardor e jato urinário fraco, acorda à noite várias vezes para urinar, apresenta gotejamento de urina após completar a micção e, mais raramente, queixa-se de dor e da presença de sangue na urina e no esperma. Com o passar do tempo, as células malignas atingem os linfonodos da região, caem na corrente sanguínea e se espalham para outros órgãos. Caracteristicamente, apresentam grande predileção pelo tecido ósseo, onde são capazes de permanecer por muitos anos antes de passar para outros tecidos.

Diagnóstico precoce

A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico).

Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer de próstata, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal.

Por isso, mundialmente, o mês de Novembro é dedicado à divulgação da importância do diagnóstico precoce da doença. “A campanha do Novembro Azul é extremamente importante em razão da alta incidência da doença e do grande percentual de cura, se o diagnóstico do câncer de próstata for feito precocemente”, reforça o médico urologista do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, Rodrigo Mazoco Borges.

Doença silenciosa

Em fases iniciais, o câncer de próstata é assintomático, o que reforça a relevância da detecção precoce para ampliar as chances de cura. “O importante é ressaltar a importância do diagnóstico precoce, da prevenção, da visita anual ao urologista, pois se trata de uma doença que acomete um grande número de homens, e que tem potencial de cura bastante elevado”, acrescenta o médico.