A menina que mais teve premiações em Olimpíadas Científicas em 2018 no Brasil
Natália Bigolin Groff, aos 14 anos, encerrou o Ensino Fundamental com 25 premiações em Olimpíadas Científicas nas áreas de Matemática, Física, Química, Astronomia, Informática e Robótica, sendo 9 premiações em 2018. Isso que a gente fala como “fazer o ano render”, né? A Natália é demais! Ela é tetracampeã da OBMEP devido seu ouro conquistado em 2018 e foi a menina no Brasil que mais teve premiações este ano em Olimpíadas Científicas. Em 2019, ela recebeu o resultado da OBFEP, onde foi a única menina medalhista de ouro do RS.

O melhor desempenho feminino do Brasil na Olimpíada Brasileira de Matemática
Mariana Bigolin Groff, que encerrou o Ensino Médio em 2018 aos 17 anos, com mais de 40 premiações em olimpíadas científicas nas áreas de Matemática, Física, Química, Astronomia, Informática, Linguística e Geografia. Em 2018, ela teve o melhor desempenho feminino do Brasil na Olimpíada Brasileira de Matemática – OBM e na OBMEP, o que vai lhe render o Troféu IMPA Meninas Olímpicas, além de ter tido o melhor desempenho na EGMO 2018– Olimpíada Européia de Matemática para Meninas, sendo bimedalhista, sua equipe elevou o Brasil em 13 posições comparado ao desempenho de 2017. Mariana é hexa na OBMEP, tendo obtido seis medalhas de ouro.

Troféu Mulher Cidadã do RS, finalista do Prêmio Educação e Medalha da Ordem Nacional do Mérito Educativo pelo Ministério da Educação
A profª Nara Bigolin, mãe das meninas olímpicas e uma das idealizadora do projeto, em março foi honrada com o Troféu Mulher Cidadã do RS dado pela Assembleia Legislativa do Estado. Já em setembro foi fi nalista no Prêmio Educação organizado pelo SINPRO RS e em dezembro recebeu por decreto presidencial a Medalha da Ordem Nacional do Mérito Educativo pelo Ministério da Educação. “Esperamos que o movimento Meninas Olímpicas continue a crescer através de novas premiações que estão sendo criadas. Em 2018, tivemos 10 meninas nas equipes das olimpíadas internacionais, número histórico no Brasil. E todas as olimpíadas tiveram algum movimento em prol das meninas olímpicas, foi um ano transformador em todos os sentidos”, afirma Nara.

Meninas Olímpicas pelo mundo
Hoje temos algumas mulheres que aderiram ao movimento, como as olímpicas Deborah Alves formada em Computação em Harvard, Carolina Borges do IME e Luize D’Urso, mestranda de Matemática na PUCRJ, nas olimpíadas de Matemática. A ex-secretária de Educação Básica do MEC, Katia Stocco Smole, também motivou a inserção do IMPA no Movimento. Na Biologia, a coordenadora Sonia Andrade, do Butantã de SP, tem motivado a discussão em sua área. Carolina Brito, do Instituto de Física da UFRGS, conduziu a criação do prêmio para as meninas medalhistas de ouro na OBF e OBFEP. A ex-candidata a vice-presidente Manuela D´avila criou uma homenagem pela Procuradoria Especial da Mulher todos os anos para as meninas medalhistas de ouro do RS. “Tivemos também o apoio de coordenadores homens de olimpíadas, como o professor Sergio Maia Melo das olimpíadas de Química, que criou em 2018 premiação especial para as meninas”, lembra Nara. Na Astronomia, o professor Joao Batista Garcia Canalle instituiu equipes internacionais mistas. Nas olimpíadas internacionais, o professor Edmilson Motta criou troféus nas Olimpíadas Internacionais de Matemática: IMO e Conesul, sendo que a primeira a ter premiação para meninas foi a OPM - Olimpíada Paulista de Matemática. “Enfi m, o movimento da minoria feminina que teve adesão das principais olimpíadas do Brasil é uma discussão que veio para ficar “, comemorou a mãe olímpica.