No país condenado à esperança (Millôr vive) uma nova história vem sendo contada a cada noite da semana, - exceto, claro, sábado e domingo - pois nestes dias há feriado (os habitantes estão em um boteco qualquer) em todos os sentidos, inclusive o intelectual. Com holofotes, câmeras e sonoplastia, ultrapassa a tecnologia dos manuscritos das Mil e Uma Noites, escritos muito antes da descoberta dos europeus de uma terra (gigante) em que as pessoas nascem peladas (absurdo isso, todos deveriam nascer de Nike nos pés, no mínimo!), alcança milhares de seres e chega ao Muro das Lamentações alicerçada pelos nobres defensores das ideologias de fim de semana, aqueles mesmos que estão em férias e em um boteco qualquer. 

- Ei, você sabe o que vai acontecer no próximo capítulo da novela? Ouvi dizer que a Vênus Platinada vai mostrar a cena em que um sherazadeano beija a militante populista. É um ultraje à família brasileira. Não podemos ficar parados assistindo a tudo isso acontecer sem nos manifestarmos. Vamos logo para a Zuckerberglândia. 

Marco Assis