O  Acidente Vascular Cerebral (AVC) é causado pela obstrução de uma artéria cerebral ocasionando a interrupção do suprimento sanguíneo para o cérebro que, por sua vez, não poderá mais exercer sua função. Manifesta-se como a interrupção da movimentação de um dos braços, por exemplo. Pode ser hemorrágico ou isquêmico.

O AVC é a segunda maior causa de morte no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Saúde, somente em 2017 foram registradas 101,1 mil mortes decorrentes da doença. Levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) destaca que, entre 1º de janeiro deste ano até o dia 16 de outubro, 78.649 pacientes com AVC foram a óbito. Os números se distinguem pouco da soma do ano passado, de 79.984 casos.

– O AVC hemorrágico é quando há extravasamento de sangue para o cérebro e o AVC isquêmico é quando há a obstrução de um vaso, geralmente arterial, causando a interrupção de suprimento sanguíneo para o cérebro. O AVC isquêmico é popularmente conhecido como derrame –, explica o neurologista Cassiano Ughini Crusius, do Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo.

Sintomas

De acordo com o especialista, os sintomas do AVC são caracterizados pelo início súbito de problemas focais neurológicos, quando, por exemplo, repentinamente, uma pessoa sente perda de força em um dos lados do corpo, ou perda da fala, ou desvio da boca para um dos lados.

– Há o termo SAMU para facilitar a lembrança dos principais sintomas do AVC: Sorria, pede-se para a pessoa sorrir, quando são verificados possíveis desvios da boca; Abrace, ao abraçar, verifica-se a perda de força em um dos braços; Música, ao cantar verifica-se a perda da fala; Urgência, qualquer um desses sintomas caracteriza-se uma urgência para levar o paciente ao hospital –, orienta o médico.  O profissional ensina que é possível prevenir o AVC cuidando de fatores como hipertensão, tabagismo, diabetes e o sedentarismo.

– Cerca de 70% das pessoas que sofrem um AVC não retornam ao trabalho depois do problema e 50% ficam dependentes de outras pessoas no dia a dia. Quanto mais rápido o atendimento em ambiente hospitalar capacitado para o tratamento do AVC, menores são as chances de sequelas. O tratamento correto em tempo hábil é a melhor maneira de evitar as sequelas –, orienta o Dr. Cassiano.

Sobre o profissional

O Dr. Cassiano é médico neurologista, é especialista em Neurologia SBN/MEC, Neurocirurgia Endovascular CHU Caen – França. Atende no Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo e tem Consultório Médico na Policlínica de Passo Fundo.