A desidratação acontece quando o corpo não possui a quantidade adequada de água e fluidos. As principais causas para a falta de água no organismo se manifestam quando temos vômitos e diarreia, excreção excessiva de urina, suor excessivo e febre.  Às vezes pela falta de apetite, inflamação na garganta, feridas na boca e náuseas acabam fazendo com que a ingestão de liquido seja insuficiente. As crianças são mais suscetíveis à desidratação porque tem o peso mais baixo, e a circulação de água é maior nos eletrólitos. Pessoas mais idosas doentes também tem mais propensão à desidratação. De acordo com a nutricionista, Aline Zanella, a água tem um papel fundamental no funcionamento do nosso organismo “A água participa no controle da temperatura corporal, auxilia na eliminação de excessos e toxinas por meio do suor e da urina, facilita a absorção de outras substâncias – vitaminas hidrossolúveis como a vitamina C e o complexo B, por exemplo, é componente principal em todos os sistemas que precisam circular de forma fluida, como é o caso dos sistemas digestivo, circulatório e linfático, participa das funções dos nossos sentidos como, por exemplo, visão e audição. Os olhos também são envolvidos por líquidos, que refletem a luz e é necessária na formação de todos os tecidos do corpo, fornecendo base para o sangue e todas suas secreções líquidas, que lubrificam os diversos órgãos e juntas”, explicou. Agora que as temperaturas aumentaram, devido a chegada do verão, é importante que o consumo de água seja em maior quantidade, por que o corpo perde muita água tentando se manter resfriado através do suor. – Quanto à recomendação diária, no caso de um adulto de peso médio, o aconselhável é a ingestão de cerca de dois litros ao dia. Sucos naturais e chás também ajudam na hidratação, mas a água pura deve ser sempre em maior quantidade – destacou Aline.   Sintomas da desidratação Alguns sintomas relacionados a desidratação são sede, sensação de boca seca, urina de cor intensa e em pouca quantidade, sensação de aumento na temperatura corporal, cansaço físico e mental, perda da capacidade de atenção, concentração e memória, dores de cabeça, entre outros.   Diagnóstico Para diagnosticar a desidratação podem ser realizados alguns exames físicos que mostrarão sinais de baixa pressão sanguínea, frequência cardíaca alterada, perda de elasticidade da pele, demora no preenchimento capilar. E também são realizados exames de bioquímica sanguínea para verificar a quantidade de eletrólitos, níveis de sódio, potássio e bicarbonato no sangue e também exames para diagnosticar densidade urinária especifica e hemograma para encontrar sinais de sangue concentrado.    Tratamento A ingestão de fluidos é suficiente para uma desidratação leve, mas é importante que se consuma poucas quantidades varias vezes ao dia. Para casos mais graves de desidratação é aconselhável colocar na água um pouco de açúcar e de sódio para que a hidratação ocorra mais rapidamente.   Consequências da deficiência de água no organismo Desidratação Desvitalização do couro cabeludo (e dos cabelos), bem como descamação do mesmo;  Problemas com concentração, memorização e sono Menor disposição para realizar as atividades diárias Problemas no aproveitamento adequado de vitaminas e sais minerais, principalmente os hidrossolúveis Constipação (intestino preso) Celulite Problemas renais Em casos extremos, pode levar até a morte