Ametista do Sul está em destaque nos cenários regional e estadual. Na segunda-feira, 24 de agosto de 2015, o governador José Ivo Sartori sancionou o Projeto de Lei que define a pedra ametista como mineral-símbolo do Rio Grande do Sul. Essa é uma conquista para o município e, também, para a região, que poderá ganhar com o crescimento do turismo e do garimpo de Ametista do Sul.

Este era um sonho almejado há anos pelas lideranças e autoridades do município, mas, com essa conquista surgem novas responsabilidades. É extremamente importante que o município lute por mais recursos para asfaltar ruas, viabilizar melhorias nas infraestruturas na cidade e no interior e, especialmente, nos acessos aos garimpos e outras áreas, pois mais turistas visitarão o município e com certeza irão querer conhecer o mineral-símbolo do Estado.

Além disso, é necessário que o governo estadual olhe com mais atenção e finalize, por exemplo, a pavimentação asfáltica da ERS-324, que liga Iraí a Ametista do Sul, trecho que continua sendo de chão batido e, pior, está em péssimas condições de conservação.

Enfim temos uma boa notícia, e Ametista do Sul está impulsionando a região.

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Por menor que possa parecer o motivo, ele merece igual atenção da sociedade. Seja o nome de uma festa, um comentário tendencioso enquanto uma mulher passa, ou a desvalorização da mulher perante o homem no mercado de trabalho. Exemplos de opressão contra mulheres não faltam. Essa é uma realidade que, todos os dias, milhares de mulheres presenciam no Brasil e no mundo. Em Frederico Westphalen não poderia ser diferente. A polêmica do nome da festa de um pub frederiquense pode parecer exagero aos olhos de alguns; entretanto, é necessário atentar para a construção da ideia de objetificação feminina.

A mulher não é objeto, não pertence a ninguém, e ela, somente ela, é dona de seu corpo. Infelizmente, o estupro é uma realidade constante – a cada dez minutos uma pessoa é vítima de estupro no Brasil. Por isso é necessário debater, conscientizar a sociedade e analisar a situação, por mais ingênua que ela possa parecer.

A apologia ao estupro é crime, pois é um atentado contra a dignidade sexual praticado contra vulneráveis, previsto na lei nº 021.015/2009.