Populares encontraram no fim da tarde desta terça-feira, 9 de julho, a bolsa e os documentos da mulher de 52 anos que caiu no golpe do pacote de dinheiro em Frederico Westphalen. Os pertences foram atirados às margens da BR-386, em Seberi, e entregues na unidade operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF) pelas pessoas responsáveis pela localização. Faltaram o celular da vítima e seu dinheiro, quase R$ 6 mil que ela havia retirado pela manhã em uma agência bancária no Centro de Frederico Westphalen para depositar em outra.

Foi no trajeto entre os bancos, entre 10h30 e 11h, que começou o crime. Um homem que caminhava a sua frente deixou cair o que parecia ser um pacote de dinheiro, mas na verdade se tratava de um maço de pedaços de jornais envoltos em uma nota de R$ 50, deixada à mostra propositalmente. Ele era baixo, magro, de cabelos escuros e vestia um suéter preto sobre uma camisa gola polo, além de uma calça e um sapato pretos.

Passando pelo mesmo local, um segundo homem apareceu. Era alto, moreno, vestia uma jaqueta preta, e perguntou à mulher se deveriam devolver o pacote. Em seguida, chamou o comparsa que deixara o volume para trás. Este agradeceu aos dois e disse que se o acompanhassem, receberiam uma recompensa de R$ 400 cada.

O dono deu à vítima um vale de R$ 400, contendo o endereço de um escritório onde poderia buscar sua parte, e pediu que lá entregasse o pacote. Como garantia de que ela não fugisse com o falso maço de dinheiro, o estelionatário ficou com a bolsa da mulher. Quando ela retornou ao local após não ter encontrado o escritório indicado, os dois haviam desaparecido. Foi aí que se deu conta do golpe e chamou a Brigada Militar. Policiais militares fizeram buscas, mas não prenderam ninguém suspeito. Para que ela acreditasse na história, o homem que juntou o volume do chão fingiu ter ido ao suposto escritório e ganhado sua retribuição em dinheiro primeiro.

O caso é investigado pela Polícia Civil como estelionato. A pena prevista no Código Penal para esse tipo de crime varia de um a cinco anos de reclusão, sendo que contra idosos, é duplicada, podendo chegar a dez anos. Consiste em obter vantagem sobre outra pessoa ao induzi-la ao erro por meio de fraudes. As modalidades mais conhecidas são os golpes do bilhete premiado, do falso sequestro e do parente distante que está precisando de ajuda depois de o carro quebrar na estrada.

Informações que ajudem na apuração podem ser repassadas pelos telefones 197, (55) 3744-4044 ou (55) 9 8437-7806 [WhatsApp e Telegram]. É garantido o anonimato.