Durante entrevista coletiva à imprensa na Prefeitura de Planalto na tarde desta terça-feira, 15 de maio, o prefeito Antonio Carlos Damin (PDT) negou que tenha oferecido dinheiro para fazer sexo com uma menina de 13 anos, ou tê-la molestado ou tocado, e também mantido relações sexuais com outras adolescentes. Ele afirmou que é inocente, tem a consciência tranquila e que está preparado para responder a processo na Justiça. “Estou decepcionado, isso abala a imagem da gente. Estou no quarto mandato e me aposentei como oficial de Justiça. [...] A minha família não merecia passar pelo que está passando”, declarou.

Pela manhã, profissionais do Ministério Público (MP) e da Brigada Militar cumpriram três mandados de busca e apreensão no gabinete do prefeito e em suas duas residências. Nos locais, foram apreendidos seu celular e computador, que passarão por análise, além de duas armas de fogo, uma pistola calibre .380 e uma espingarda calibre .36; uma delas, Antonio disse que pertence ao irmão e a outra que iria apresentar o registro. Ele foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e pagou fiança de R$ 2 mil arbitrada pelo delegado de Polícia Civil.

O que ensejou o cumprimento dos mandados

Ele é investigado pelo crime de estupro de vulnerável, em apuração coordenada pela Procuradoria de Prefeitos. O promotor de Justiça Alexandre Salim informou que Damin teria ofertado R$ 1 mil para transar com a garota, situação que foi levada ao conhecimento do MP, do Conselho Tutelar e da Polícia Civil. Com base na coleta de provas será avaliado se caberá pedido de prisão.

Após a denúncia, o investigado marcou encontro em um local ermo com os pais da menina para convencê-los a retirar a representação. O prefeito confirmou que procurou os pais, mas para perguntar o que estava acontecendo e por que seu nome foi vinculado.

Segundo o Ministério Público, a menina ainda denunciou que Damin mostrou a ela fotos e vídeos de outras jovens nuas, inclusive moradoras da cidade. Por isso, o MP irá investigar sua eventual participação em outras situações envolvendo menores.

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça deferiu os pedidos do MP para proibir o contato do investigado com a vítima e os pais dela, além de guardar distância mínima de 200 metros da ofendida e familiares e estar proibido de sair da Comarca de Planalto sem autorização judicial.

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