O projeto Meninas Olímpicas tem conquistado feitos memoráveis não só a nível nacional, como a matéria realizada pela revista Claudia, como também a âmbito internacional, como a criação da nova categoria da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO).

A professora da área de computação da UFSM de Frederico Westphalen, fundadora e coordenadora do projeto Meninas Olímpicas, Nara Bigolin, estampou uma página na revista Claudia, de circulação nacional, onde a pauta principal foi o pioneirismo em divulgar e apoiar a participação de estudantes do sexo feminino em olimpíadas de ciências. 

O projeto “Meninas Olímpicas” vem ganhando força, assim como a participação de jovens de Frederico e região nas olimpíadas, fato ligado diretamente ao trabalho realizado por Nara, mãe de duas das meninas, Mariana e Natalia. Nara conta que acredita que a redação da revista descobriu sua história a partir da página do Meninas Olímpicas no Facebook, da veiculação de matérias em outros meios, como a matéria produzida pelo jornalista da OBMEP em que falava sobre a incrível participação dos estudantes do Médio Alto Uruguai nas competições, e da divulgação de matérias feitas por veículos locais. Vale lembrar que o projeto foi recentemente homenageado pela deputada estadual Manuela D’Ávila na Assembleia Legislativa. 

A entrevista com enfoque no empoderamento feminino foi realizada por telefone ainda no mês de abril e, para Nara, foi a gratificação de uma realização. “Ver a possibilidade de tirar o Brasil da posição de um dos piores lugares do mundo para uma mulher nascer é muito importante”, disse a professora. 

Projeto frederiquense inspira premiação internacional Segundo Nara, em julho deste ano, o Brasil irá sediar pela primeira vez na história a principal olimpíada de conhecimento do mundo, a IMO – Olimpíada Internacional de Matemática. Esta olimpíada foi criada em 1959, e para esta edição, está sendo discutida com a direção do IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e com o IMOAB (comitê responsável pela Olimpíada Internacional de Matemática) a criação de um prêmio inédito a ser dado às meninas com melhor desempenho.  “Estamos também discutindo com os coordenadores das próximas edições, que serão na Romênia, na Rússia e na Coréia do Sul, para que o prêmio seja mantido”, conta Nara. Além disso, faz parte do projeto ocorrer durante a IMO uma mesa redonda para discutir o que cada país está fazendo para aumentar a participação feminina em olimpíadas científicas, que é em torno de apenas 10%. Isso com certeza é uma grande vitória, levar a discussão para o mundo”, comenta Nara. Mãe Olímpica “A maternidade é o maior desafio de uma mulher. Sempre conduzi a maternidade acreditando que a importância que uma filha terá para o mundo é proporcional à importância que ela tem para sua mãe.  Elas são tudo para mim. Mais que ser mãe de duas meninas olímpicas é ser mãe de duas meninas incríveis, Mariana e Natalia são éticas, solidárias e inteligentes. Elas acreditam e querem melhorar a vida das meninas do Brasil” - Nara Bigolin

Rafael Franceschet