Aconteceu no ginásio de esportes do Colégio Agrícola Frederico Westphalen (CAFW), nos dias 8 e 9, a II Mostra Regional de Ciências. O evento, desenvolvido por alunos de 56 escolas da região, foi promovido em parceria com a 20ª Coordenadoria de Educação (20ª CRE), com apoio da Agrobella, Cooper Cafw, Sicredi e Secretaria de Educação do Estado.

O projeto da feira mostrou as inovações junto às escolas, onde foram realizados trabalhos de pesquisa que abordam temas referentes às transformações e as novas tecnologias desenvolvidas nas áreas de informática, alimentos e agropecuária. Foram apresentados diversos trabalhos ligados à agricultura. Algumas das temáticas foram um novo método de cultivar hortaliças hidropônicas, os tipos de solo da região e as modificações da temperatura no plantio. Também foram expostos assuntos voltados para o agronegócio, bacia leiteira e a composição do leite, armazenamento, a ação do homem com o uso de agrotóxicos, os tipos de adubação para um cultivo mais, germinação do milho, rastreamento de animais utilizando código de barras acessível e agroindústrias.

A feira, que foi criada em 2009 com um evento apenas interno, conta hoje com mais de 100 trabalhos desenvolvidos e expostos, de 56 escolas da região. O objetivo principal é incentivar e mostrar os conhecimentos construídos por alunos do ensino médio nas grandes questões sociais. Com isso foi possível proporcionar ao público conhecer novas tecnologias que serão aplicadas nas propriedades rurais e aproximar os jovens no campo.

Durante a mostra foi possível conhecer a tenda que funcionou com Dia de Campo, onde diversas temáticas foram abordadas e apresentadas por alunos. Formação de pastagens, manejo, adubação, irrigação, amostra de animais da escola como bovinos, caprinos, suínos, avicultura e de todos os setores de agroecologia, jardino cultura, hortigranjeiros das atividades agropecuárias que a escola desenvolve, além de visitações a áreas de culturas da escola.

Não poderia ficar de fora os produtos que as agroindústrias produzem, já que 2014 é o ano Internacional da Agricultura Familiar. Os alunos desenvolveram um projeto que buscou fomentar ainda mais e capacitar os jovens para permaneceram no campo, viabilizando a propriedade da família, destacando a importância da agroindústria familiar.

As agroindústrias são consideradas as principais alternativas de renda para enfrentar o êxodo rural, fazendo com que os agricultores aproveitem a matéria-prima, descentralizando a produção e o desenvolvimento. Elas produzem em pequena escala e estão contribuindo também com o meio ambiente. Com o destino correto aos resíduos a poluição e o risco de contaminação dos produtos são reduzidos, gerando alimentos mais saudáveis com a garantia  de qualidade, sem risco à saúde. Com isso os alunos desenvolveram um projeto de fazer estufas dentro de sua casa, a chamada hidroponia doméstica, com o objetivo de aumentar as plantações em apartamentos. Sendo essa mais saudável terá retorno imediato, longe de pragas e colheita duas vezes maior do que a mesma planta convencional. O diferencial é a plantação, pois quando colhida, novas mudas já são recolocadas mesmo lugar. Utilizando o sistema em que a planta recebe todos os nutrientes que necessita para se desenvolver, ela se torna 100% natural e diminui o risco de ocasionar ferrugem.

A mostra no setor de agricultura procurou dar oportunidade aos alunos para exporem seus trabalhos à comunidade em geral, apoiando a formulação de políticas agrícolas, ambientais e sociais que promovam a agricultura familiar mais sustentável. Assim, eles conseguem obter novos projetos, que supram as necessidades do meio rural, realizando trabalhos dentro de sala de aula e depois indo a campo. 

Ao longo dos dois dias da feira foram avaliados 114 trabalhos, por 70 avaliadores, com mais de 400 alunos participantes da apresentação. Os três melhores por ano de ensino receberam premiações.

Para o professor e um dos organizadores da Mostra Jairo José Manfio destacou a importância dos trabalhos. “Aquilo que uma pessoa escuta, ela logo esquece, aquilo que ela vê, ela pouco guarda, mas aquilo que uma pessoa faz, ela nunca mais esquece, e isso será uma experiência para sempre na vida de cada um, que aprimorarão cada segmento, deixando os jovens ainda mais na propriedade”, ressaltou Manfio.

Renato Padilha rural@folhadonoroeste.com.br