A fila de caminhões na BR-386, km 50, em Seberi, já passa dos 200 metros e deve continuar aumentando. A decisão tomada pelos manifestantes é de seguir trancando a rodovia durante a noite. Estão passando pelo local, somente veículos leves, caminhões com animais vivos e os que realizam o transporte de leite, que estejam carregados, mas depois de vazio, sem retorno.

Na tarde desta segunda-feira, 23, a Associação dos Municípios da Zona da Produção (Amzop), divulgou nota em apoio ao protesto. O presidente Edmilson Pedro Pelizari, que acompanha o ato, considera a causa justa. “É necessário alertar os responsáveis diretos, e isso só será feito se as mobilizações ou esta greve dos caminhoneiros chegar à Capital Federal. O Brasil pararia para assistir e aí estaremos realmente trabalhando para modificar esta situação que se instalou entre os transportadores de cargas de nosso País”, disse ao solicitar o apoio dos prefeitos da região.

As principais reivindicações dos manifestantes são a diminuição dos preços do combustível e dos pedágios, melhorias devido à má conservação das rodovias, além do baixo valor dos fretes pagos aos caminhoneiros, que resulta na inviabilização do trabalho. Locais das reivindicações Segundo informações apuradas junto à unidade operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Seberi, três trechos estão bloqueados para a passagem de caminhões, os quilômetros 50 e 134,5 da BR-386, em Seberi e Sarandi, respectivamente, e o trevo de acesso a Palmeira das Missões, entre a BR-468 e a ERS-569. Todos devem seguir fechados durante a noite e pelos proximos dias.

As rodovias estaduais que estão com o trânsito restrito na região são: no entroncamento das ERSs 324 e 406, em Nonoai, e a ERS-155, em Santo Augusto, próximo ao Posto São Pedro. Os manifestantes já informaram que não há previsão para a liberação dos trechos.

Outro ponto de bloqueio é no trevo de Santa Lúcia, em Santa Catarina. Em todos os pontos, o protesto dos caminhoneiros é pacífico. 

Audiência Com o apoio dos deputados Covatti Filho e Silvana Covatti, todas as comissões de greve devem se reunir em audiência com a Secretaria Estadual de Transportes e Mobilidade (STM), com membros do Departamento Nacional de Trânsito (Dnit) e as Polícias Rodoviárias Federal e Estadual.

Covatti Filho também deverá juntar-se às comissões dos demais Estados em Brasília, a fim de reivindicar as pautas dos caminhoneiros. “Queremos que o governo ceda em pelo menos algum ponto, pois a situação como está, não pode continuar”, disse o representante do parlamentar, Cirilo Fronza.

Cristiane Luza e Heloise Santi