Passados pouco mais de 40 dias do início do estacionamento rotativo pago em Frederico Westphalen, dados da empresa responsável pelo serviço, É Só Parar Tecnologia em Estacionamento somam cerca de 800 motoristas que ocuparam vagas na área azul e deixaram de pagar pela utilização do espaço. Ainda com funcionamento recente, o modelo requer alguns ajustes para alinhar algumas falhas. A informação é do CTO da organização, Gilberto Feijó.

O empresário esteve na redação do jornal Folha do Noroeste, ontem, 10, acompanhado da gerente local da É Só Parar, Indianara Pereira, para prestar esclarecimentos, ao vivo, aos internautas. Conforme Feijó, sobre esta questão, está sendo firmado um convênio entre a prefeitura, empresa e Brigada Militar, para que as notificações de irregularidades sejam convertidas em multa.

Outro dado apresentado pela empresa é de que, neste período, apenas 16,75% das 900 vagas disponíveis foram ocupadas. “É uma taxa baixíssima, ou seja, hoje, estamos pagando para trabalhar. Porém, é algo comum no início do serviço. Com o tempo, as pessoas se adaptam ao sistema”, ponderou. Ainda, foi registrada a venda de 5.578 tickets pelo débito em placa, 21.973 tickets pelo fiscal de rua e 5.890 tickets pelo aplicativo.

Durante a entrevista, o CTO lembrou os benefícios para o usuário, de realizar a inserção de créditos pela placa, o que pode ser feito via site ou no escritório da empresa, localizado na Rua Presidente Kennedy – antiga sede da RGE –, ou ainda, baixando o aplicativo. “Isso evita que o usuário necessite esperar ou procurar o fiscal, que atende, em média, 80 vagas”, destacou.

Sem tolerância

Em virtude das regras contidas na lei que rege o estacionamento rotativo no município, não estão previstos minutos de tolerância para ocupação das vagas, ou seja, para não cometer uma irregularidade, o usuário deve ter créditos ou acionar o fiscal assim que estacionar o veículo. “Hoje, pelo porte da cidade, que não comportaria um investimento em sensores para as vagas, não temos como fazer esse controle”, esclarece.

Nos próximos meses – a previsão é até abril –, a empresa deve implantar o serviço de wifi na rua, que vai facilitar a utilização do aplicativo, já que o usuário que inserir os créditos, poderá utilizar a internet de forma gratuita, sem gastar dados móveis. “Ainda estamos estudando com a prefeitura, em deixar liberado o sinal em alguns locais, aos finais de semana, por exemplo. Não somos uma empresa de cobrança de estacionamento, mas de prestação de serviços”, advertiu.

Problemas

Desacato aos fiscais, placas numéricas de identificação das vagas arrancadas e motoristas que tentam burlar o pagamento são alguns dos problemas que vêm sendo registrados nestes primeiros dias do serviço. A É Só Parar está trabalhando na instalação de câmeras para que as imagens possam auxiliar na busca por providências, já que tratam-se de crimes ou infrações que serão punidos.

Outro alerta diz respeito à ocupação das vagas especiais de cadeirantes e idosos. “Veículos estacionados nestes locais e que não estiverem identificados como especiais, serão guinchados”, advertiu o empresário.