O delegado responsável pelo inquérito que investiga a morte de Rafael Winques, Ercílio Carletti, confirmou que a morte da criança foi por asfixia.

A afirmação foi feita após o recebimento de dezenas de laudos encaminhados pelo Instituto Geral de Perícia (IGP-RS). A equipe de reportagem do jornal Folha do Noroeste teve acesso a lista de perícias solicitadas pela Polícia Civil. No total, foram 29 solicitações encaminhadas ao IGP-RS, entretanto, devido a repetições de métodos, resulta em 22 laudos periciais. Na noite desta quarta-feira, 24, a Polícia Civil estava analisando os demais laudos referentes ao inquérito.

As perícias solicitadas foram: pesquisa de luminol; perícia em local de morte; exame papiloscópico em local de crime; pesquisa de psicotrópicos na urina, no sangue e nas vísceras; pesquisa de álcool etílico e dosagem de álcool no corpo; pesquisa de veneno nas vísceras; DNA: pesquisa de sangue na corda e comparação criminal; análise de fragmentos papilares e revelação papiloscópica; análise de fibras; necrópsia; QI – análise de fibras; lesão corporal; ilustração de laudo.

Na tarde desta quarta-feira, 24, a assessoria de imprensa do IGP-RS confirmou que os resultados da pesquisa de sangue humano, lesão corporal cautelar, exames toxicológicos, já estavam prontos. Com a entrega para a Polícia Civil, reafirmou a tese apresentada pelos policiais, sobre a asfixia.

O inquérito pode ser concluído em até 30 dias, a contar a partir do dia 18 de junho. Alexandra Dougokenski, mãe de Rafael, confessou o crime e teve sua prisão prorrogada por mais 30 dias.