O que verdadeiramente uma universidade pública representa para a população? E o que produz em benefício da sociedade? Esses foram os pontos norteadores da conversa entre o reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Paulo Afonso Burmann, estudantes, professores e servidores do campus de Frederico Westphalen na tarde desta segunda-feira, 19 de agosto.

Na ocasião, Burmann explicou que a instituição tem dinheiro para pagar as contas até o fim do mês levando em conta o contingenciamento financeiro e que o momento é de análise sobre os planos do governo quanto aos rumos das universidades públicas. “Precisamos construir uma estratégia para formar um conceito que minimamente atenda nossa comunidade e saber se o Ministério da Educação vai desbloquear o restante do orçamento anual”, expôs.

O reitor ainda explicou que certos pontos das mudanças propostas estão nebulosos, como a previsão de cobrança de mensalidade, e que o público externo também tem que se engajar na causa. “O Estado se retirar do financiamento das universidades públicas vai ser desastroso para o país. Hoje, 95% da ciência produzida vem das universidades, temos que discutir a importância da pesquisa e da extensão. Temos 26 mil estudantes, então são 26 mil famílias que olham para a universidade e talvez vejam um membro seu ser o primeiro se formando no ensino superior. Estamos dentro dos 5% das melhores universidades do mundo. Nossa especialidade não é empreendedorismo, é ensinar e produzir conhecimento”, enfatizou.

Atualmente, a unidade de Frederico Westphalen conta com mais de mil universitários.

Reportagem completa na edição da próxima sexta-feira do jornal Folha do Noroeste.

Ouça entrevista coletiva concedida pelo reitor