Desde 2011 o Brasil tem no calendário oficial o Dia Internacional da Síndrome de Down após uma reivindicação da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) junto ao governo federal. A data escolhida pela Down Syndrome International é celebrada hoje, 21, e faz referência aos três cromossomos número 21 que caracterizam a Síndrome.

Mais do que lembrar as pessoas com a trissomia 21, a data visa a inclusão social dessas pessoas que precisam ser respeitadas e tratadas de acordo suas necessidades. Novelas e campanhas têm ajudado na disseminação do conhecimento sobre a síndrome e na luta contra o preconceito, assim como escolas participam da inclusão das crianças e jovens no ensino regular.

Embora muitas pessoas tratem a síndrome de Down como doença, trata-se de uma questão genética natural que acontece em um a cada 800 nascimentos, independente de etnia, condição econômica da família ou ambiente. 

Durante a gestação as células do embrião são formadas com um cromossomo a mais, totalizando 47. Essa formação caracterizada pelo acréscimo do par de cromossomos número 21 é responsável por uma alteração no desenvolvimento da criança. O diagnóstico é feito ainda durante a gravidez e confirmado após o nascimento da criança.

De acordo com o Movimento Down, Organização Não Governamental (ONG) criada para reunir conteúdos e iniciativas que colaboram com o desenvolvimento e inclusão dessas pessoas, a causa da síndrome de Down ainda não foi cientificamente explicada. 

As consequências variam entre as pessoas, mas as principais são os olhos puxados, diminuição do tônus muscular, dificuldades motoras e o desenvolvimento intelectual mais lento. Em metade dos casos há problemas cardíacos. Entretanto, algumas frequentam a escola, são alfabetizadas e ingressam no mercado de trabalho por meio de ações afirmativas.

Especialistas afirmam que estimular a criança é uma das melhores formas de promover o desenvolvimento intelectual. As pessoas com síndrome de Down têm necessidades diferentes, mas podem ter uma rotina normal se receberem os cuidados necessários, carinho e participarem de atividades com outras pessoas.

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Frederico Westphalen recebe 20 alunos com a Síndrome de Down.

 

Saiba mais

As crianças com síndrome de Down podem ter características diferentes e semelhanças, mas não existem graus de trissomia 21. As diferenças físicas e intelectuais dependem de diversos fatores, inclusive dos estímulos que a pessoa recebe ao longo da vida. Aspectos clínicos, como problemas cardíacos, fatores genéticos, educação e disciplina também podem fazer com que as pessoas com síndrome de Down apresentem características diferentes.

Foto: Simone Di Domenico

Natalia Nissen