A instalação de sistemas de irrigação tem demonstrado ser o caminho para manter a produtividade no campo. Segundo dados da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), nos últimos dez anos, 70% da área plantada em solo gaúcho teve problemas originados pela estiagem. Das 429,9 mil propriedades agrícolas gaúchas, 26,8 mil possuem algum tipo de irrigação, número que significa apenas 6,2% do total. E para aumentar estes números, a Secretaria da Agricultura de Erval Seco desenvolveu um programa para instalar sistemas de irrigação no município.

Segundo o secretário da Agricultura, Antonio Carlos de Oliveira Figueiredo, para sistemas que atinjam até dois hectares o produtor é isento do pagamento de horas-máquina.

Em decorrência da estiagem do ano passado, o produtor de leite Alceu Muller está instalando a irrigação em uma área de 4,8 hectares de sua propriedade. Em 29,5 hectares na linha Zimermann, ele produz 21 mil litros de leite por mês. Atualmente, possui 32 vacas, 30 em lactação e mais quatro novilhas prenhes. O sistema escolhido para a irrigação foi o de malha enterrada, orçado em R$ 70 mil. O equipamento custa R$ 58,5 mil e é financiado pelo Banco do Brasil. Ele será automatizado e irrigará 12 setores alternadamente. “Quem tem água à disposição deve fazer irrigar, pois com certeza terá pastagens. A seca do ano passado – 2011 – comprometeu a renda de toda a produção anual do leite, e este programa é fundamental para instalar a irrigação na propriedade e garantir nosso sustento –, disse Muller.

Segundo Figueiredo, o programa de irrigação iniciou em 2012 e beneficiou, além de Alceu Muller, os produtores Felipe Borre, Nestor Heringer e Valmor da Rocha. O próximo que será beneficiado é Alirio Mistura. “Os produtores interessados devem procurar os funcionários da secretaria e se inscrever com alguns dias de antecedência para que o serviço seja feito”, orientou.

No Brasil, antes de iniciar a construção de sistemas de irrigação, a legislação obriga os produtores a consultar as prefeituras locais para verificar se existem restrições ao uso de água para irrigação. Se o agricultor constrói o sistema à revelia, sem consulta aos órgãos públicos, pode ter sua obra embargada e ter seus equipamentos confiscados, além de estar sujeito a multas.

Assessoria de Imprensa de Erval Seco