A taxa de juros no Brasil teve, nesta quarta-feira, 16, sua terceira elevação consecutiva. Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) aprovaram a alta de 0,75 ponto percentual, o que elevou a taxa básica de juros do país, a Taxa Selic, de 3,50% para 4,25% ao ano. A base para a elevação nos juros do país, conforme o Copom, é a inflação que pressiona os preços de diversos produtos. 

– O cenário básico do Copom indica ser apropriada a normalização da taxa de juros para patamar considerado neutro. Esse ajuste é necessário para mitigar a disseminação dos atuais choques temporários sobre a inflação. O Comitê enfatiza, novamente, que não há compromisso com essa posição e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação – detalha o comitê depois de tomada a decisão. 

Desta forma, para o futuro, os membros do Copom divulgaram que há possibilidade de nova elevação nos juros, em caso de sequência do impacto da inflação no mercado. "O Comitê antevê a continuação do processo de normalização monetária com outro ajuste da mesma magnitude. Contudo, uma deterioração das expectativas de inflação para o horizonte relevante pode exigir uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários. O Comitê ressalta que essa avaliação também dependerá da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e de como esses fatores afetam as projeções de inflação", diz o Copom. 

A taxa básica de juros Selic impacta no dia-a-dia de quase todos os brasileiros, já que ela é a base para a definição dos juros na tomada de crédito em diversas operações. Uma taxa de juros alta, significa crédito mais caro, mas, inflação mais controlada. Por outro lado, Selic baixa representa mais estímulo econômico, com redução nos juros. A Taxa Selic também é a base para o rendimento da poupança e outras aplicações.