A atividade leiteira é uma das principais fontes de renda da agricultura familiar em Frederico Westphalen, e, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva, a Secretaria da Agricultura e a Emater/RS-Ascar traçaram um plano para o desenvolvimento da atividade. Em 2013, o plano foi elaborado e está sendo executado nas comunidades rurais do município. Ao todo, oito encontros serão realizados para capacitar os produtores de leite, com palestras sobre diversos assuntos pertinentes à atividade. Na última quarta-feira, 9, iniciou o segundo destes encontros. A reunião técnica foi realizada na sede do distrito de Castelinho e reuniu mais de 30 produtores.

O médico veterinário e chefe da Inspetoria Veterinária de Frederico Westphalen, Edson Busetto, apresentou a nova portaria que prevê a obrigatoriedade dos testes de brucelose e tuberculose nas propriedades que possuem bovinos. A portaria, que visa a erradicação dessas doenças, entra em vigor a partir de agosto, por isso os produtores devem estar cientes das novas normas para manter a produção leiteira e de gado na propriedade.

Segundo Busetto, nas propriedades em que o resultado do teste for positivo é preciso sacrificar o animal, mas o agricultor que necessitar proceder desta forma será ressarcido financeiramente, através do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) – criado pelas cadeias de produção e genética da avicultura, suinocultura, pecuária de corte e pecuária de leite com a finalidade de complementar as ações de desenvolvimento e defesa animal no Estado.

De acordo com Busetto, a propriedade que testar seus animais e obtiver resultados de livres da tuberculose e brucelose poderá solicitar o certificado de propriedade livre destas doenças. Conforme o veterinário, com o certificado os produtores receberão um acréscimo na hora de comercializar sua produção. “Os animais devem ser testados a cada dois anos contra tuberculose e a cada ano contra brucelose. Esse é o processo que deve ser seguido para a manutenção do certificado”, explicou Busetto.

Para os agricultores

Já a médica veterinária da Emater/RS-Ascar, Cristina Maria Wagner, explicou sobre os cuidados e o manejo correto na criação da terneira. A chefe do escritório municipal da Instituição, Vera Izabel Cancian, abordou a temática de organização da propriedade, através da melhoria de arredores para que os agricultores vivam com bem-estar e qualidade de vida no campo. O técnico e o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, respectivamente, Alécio Lapazin e Mateus Stefanello, destacaram a importância do processo de irrigação para a produção leiteira à base de pasto. Para encerrar, o médico veterinário da Secretaria Municipal da Agricultura, Magnus Peretto, discutiu sobre a qualidade do leite e higiene do processo de produção.

Esclarecendo dúvidas

Para o produtor Benjamin da Rocha, morador do distrito de Castelinho, a reunião foi produtiva e trouxe assuntos de interesse para os produtores da comunidade. “Esses encontros são importantes porque muitos agricultores estão desinformados. É bom ter esse momento para esclarecer as dúvidas e saber das novidades”, comentou.

Com pouco mais de 12 hectares, Rocha cria 22 animais que produzem, em média, seis mil litros de leite mensalmente. Mais de quatro hectares estão destinados à pastagem perene, aposta do produtor para reduzir a mão de obra na propriedade.

Sequência

O próximo encontro está marcado para o dia 23 deste mês, na linha Encruzilhada. Ao final dessa rodada está previsto, dentro do planejamento, o acompanhamento individualizado para os produtores interessados. Os veterinários e técnicos da Secretaria da Agricultura e da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen realizarão um planejamento individual, buscando melhorar a produtividade nas pequenas propriedades e desenvolver a cadeia produtiva do município.