As orientações passadas pelo engenheiro agrônomo, Juliano Alarcon Fabricio, através do programa Balde Cheio, proporcionou muitas mudanças positivas na qualidade de vida da família de Gabriel Szelong. Aos 49 anos, o agricultor viu no manejo de pastagens e no melhoramento genético do gado leiteiro, o caminho para o sucesso da propriedade na linha Nova, em Seberi.

Szelong foi incluído no Balde Cheio no final de 2010 e, desde então, colhe resultados positivos e alcança os objetivos estabelecidos pelo programa. A meta para o primeiro ano de trabalho – até o final de 2011 – era alcançar 200 litros de leite por dia, porém, este objetivo foi alcançado já nos primeiros sete meses. Três anos depois de começar a trabalho com o programa, o aumento na produtividade diária ultrapassou 315%.

– Antes de começarmos a trabalhar com o Balde Cheio, produzíamos 84 litros de leite por dia. Sete meses depois, já estávamos com 200 litros por dia –, comemorou.

Um dos motivos da alta produtividade é o manejo de pastagens e a destinação de quantidades calculadas de ração conforme a produtividade de cada vaca, além da manutenção e qualidade genética. Szelong não compra animais. O crescimento do plantel ocorre apenas com inseminação artificial.

– Há três anos trabalhamos apenas com a inseminação artificial, pois, assim, temos certeza da qualidade do rebanho –, confirmou.

Segundo Szelong, o objetivo da família é manter o trabalho de manejo de pastagens e até o final de 2014 produzir 500 litros de leite por dia. “Hoje, a nossa média de produção é de 350 litros por dia. Já chegamos a 400, mas houve uma queda, porém, trabalhamos para alcançar 500 litros de leite por dia”, garantiu.

Dinheiro verde

Para incrementar a renda da família, Szelong mantém seis funcionários trabalhando diariamente na produção de mudas de Tifton 85 e Giggs. A empresa mantém, hoje, cerca de 1,5 mil bandejas de grama que podem ocupar uma área de aproximadamente 15 hectares.

– A venda das mudas de grama garante uma boa renda, pois vendemos para municípios de várias regiões do Rio Grande do Sul, inclusive na fronteira com o Uruguai –, revelou.

Foram mais de três anos investindo recursos financeiros e trabalho exclusivo da família na produção de leite, e nos próximos meses os investimentos devem prosseguir.

– Com o Balde Cheio, aprendemos, inclusive, o que comprar e onde aplicar o nosso dinheiro –, contou.