O ministro do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), Admar Gonzaga, concedeu na noite do sábado, 24 de outubro, liminar proibindo a Editora Abril, responsável pela publicação da revista Veja, de veicular publicidade da última edição em rádio, televisão, outdoor e propaganda paga na internet. A reportagem de capa afirma que a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teriam conhecimento de esquema de corrupção da Petrobras.

"Tendo em vista que a Representada (revista Veja) antecipou em dois dias a publicidade da revista, entendo que a propagação da capa, ou do conteúdo em análise, poderá transformar a veiculação em verdadeiro panfletário de campanha, o que, a toda evidência, desborda do direito/dever de informação e da liberdade de expressão", diz o relatório de Gonzaga.

Segundo o documento, ainda, “a tentativa de interferência no curso das campanhas eleitorais, pela Representada, poderá, inclusive, configurar a utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social em benefício de candidato ou de partido político, apurável por meio de Ação de Investigação Judicial Eleitoral”.

De acordo com o chefe do Cartório Eleitoral de Frederico Westphalen, Flávio Augusto Swirk Silva, a liminar foi expedida pela Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul e recebida na noite deste sábado, 25 de outubro, e a orientação do Cartório é de que os fiscais e mesários verifiquem a existência de propagando eleitoral nos locais de votação. “A orientação é de que se houverem materiais irregulares esses sejam recolhidos”, explicou.

Vandalismo

Na noite da sexta-feira, 24 de outubro, cerca de 200 pessoas praticaram atos de vandalismo contra a sede da Editora Abril, que publica a revista VEJA. O grupo despejou lixo em frente ao prédio e pichou muros. Três pessoas foram detidas, segundo boletim de ocorrência registrado no 14º Distrito Policial de Pinheiros. As pichações foram assinadas pela União Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB.